Médico-veterinário Danilo Sato alerta sobre a importância da compra legalizada e resume os cuidados básicos com as espécies brasileira e argentina

Ter um lagarto teiú em casa atrai cada vez mais admiradores de animais exóticos. No entanto, a compra do réptil exige responsabilidade e respeito à legislação. Para orientar os futuros tutores, o médico-veterinário Danilo Sato detalhou as regras de aquisição e os cuidados com o bicho no quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.
O especialista faz um alerta rigoroso para quem planeja criar a espécie. O interessado deve estudar as necessidades do animal e, obrigatoriamente, procurar apenas criatórios e lojas que possuam autorização oficial para a revenda de animais silvestres. A compra legalizada garante a saúde do pet e evita problemas com os órgãos ambientais.
No Brasil, os tutores costumam optar por duas espécies do gênero Salvator. O teiú brasileiro (Salvator merianae) apresenta coloração preta e branca e possui um temperamento mais agitado.
Já o teiú argentino (Salvator rufescens) exibe tons avermelhados, corpo robusto e atinge até 1,5 metro de comprimento. Apesar das diferenças, ambos ficam mansos se criados desde filhotes.
A rotina do lagarto exige estrutura e atenção. O tutor precisa montar um terrário espaçoso, com áreas secas, áreas úmidas, esconderijos e troncos baixos. O ambiente deve manter a temperatura entre 28ºC e 30ºC, com o uso indispensável de uma lâmpada ultravioleta para o metabolismo do réptil.
A dieta onívora requer equilíbrio no dia a dia. A alimentação do animal inclui frutas, ovos, legumes, verduras e pequenas presas abatidas, além de água fresca sempre disponível. Com o manejo adequado, a expectativa de vida do teiú chega a 15 anos.