Salamandra originária do México não sofre metamorfose e mantém características de larva; espécie ainda não pode ser pet no Brasil

Uma salamandra capaz de regenerar desde patas até partes do próprio cérebro. Com aparência que lembra um personagem de desenho animado ou um Pokémon, o axolote virou febre na internet devido ao seu visual curioso.
Originária do México e, diferente da maioria dos anfíbios, a espécie não passa pela metamorfose completa. O animal mantém as características da fase larval por toda a vida. O apresentador do quadro É Pet?, Danilo Sato, explica a anatomia peculiar do axolote:
As estruturas que parecem antenas saindo da cabeça são as brânquias, que auxiliam o animal a respirar debaixo d'água, pois são 100% aquáticos", detalha. O especialista acrescenta que a espécie tem preferência por ambientes de águas frias.

A característica que mais impressiona a ciência é a capacidade de reconstrução física. "Um fato extremamente curioso é que eles conseguem regenerar algumas partes do corpo. Se perderem um pedaço da cauda ou até mesmo uma pata, regeneram por completo e esse membro volta à função habitual normalmente", destaca Sato.
O apresentador ressalta que o poder de regeneração do axolote vai além dos membros externos e alcança tecidos complexos do coração, da medula espinhal e até do cérebro. Por causa dessa habilidade única, os animais são objetos de estudos frequentes na comunidade científica.
Apesar de encantar o público com padrões de cores que variam do selvagem (mais escuro) ao albino, a espécie enfrenta um cenário crítico na natureza. Hoje, existem mais axolotes sob cuidados humanos do que em vida livre, já que o animal habita apenas uma região específica do México. A população nativa diminui a cada dia por causa da perda de habitat, da ação de predadores invasores e da captura ilegal.
Para os brasileiros que se apaixonam pelo bichinho, fica o alerta sobre a proibição de criá-lo em casa.
Em alguns países, eles podem ser criados como pet ou até mesmo para fins conservacionistas. Porém, aqui no Brasil ainda não podemos", conclui Danilo Sato.
*Com informações do quadro 'É Pet?', da TV Cultura Litoral.