É PET?

Ave exótica destaca-se pelas cores e pode ser criada em viveiro

Veterinário Danilo Sato explica que esses animais necessitam de recintos altos e dieta balanceada com frutas, para manter a saúde em dia


Redação
Publicado em 03/07/2026, às 09h03

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Ave exótica encanta pelas cores e pode ser criada em viveiro
Turaco-de-face-branca e o turaco-violeta necessitam de viveiros com troncos altos - Miguel Cuenca/Pexels


Com uma mistura de tons intensos de verde, azul e violeta, um grupo específico de aves vem chamando a atenção de quem busca um animal de estimação fora do convencional.

Em sua participação no quadro É Pet, da TV Cultura Litoral, o foco do veterinário Danilo Sato voltou-se à família dos turacos. O apresentador detalhou as particularidades visuais e os cuidados obrigatórios para abrigar duas espécies distintas: a de face branca e a violeta.

O turaco-de-face-branca atinge até 45 centímetros de comprimento. A ave chama a atenção pela coloração verde predominante, um topete escuro e marcações brancas características próximas aos olhos e pescoço, que criam um forte contraste visual com o bico alaranjado.



Já o turaco-violeta possui um porte ligeiramente maior, podendo chegar aos 50 centímetros. Fiel ao nome, o pássaro exibe penas em tons violeta e azulados, acompanhados de uma crista avermelhada, bico vermelho intenso e uma faixa esbranquiçada localizada logo abaixo dos olhos.

Hábitos 

Apesar das diferenças estéticas, ambas as espécies compartilham a mesma natureza e exigem cuidados estruturais semelhantes para viverem em cativeiro sem estresse.

O veterinário ressalta que o comportamento natural destas aves dita o formato obrigatório do alojamento:



São animais de porte médio, de hábitos arborícolas, ou seja, costumam ficar no topo das árvores ou nos troncos. Por isso, é essencial oferecer um ambiente com bastante espaço e troncos, permitindo que ele se movimente e se exercite com liberdade."

Dieta e rotina 

A alimentação dos turacos é considerada de fácil manejo, focada em itens naturais que reproduzem a busca por comida na natureza:

  • Nutrição diária: base alimentar composta exclusivamente por porções equilibradas de frutas frescas variadas;
  • Complemento opcional: ocasionalmente, pequenos insetos podem ser introduzidos na dieta para enriquecimento ambiental e aporte de proteínas.

Outro traço biológico fascinante das espécies é o forte vínculo social que desenvolvem. Os turacos são estritamente monogâmicos, o que significa que formam casais para a vida toda.

Para que as aves alcancem a longevidade máxima, que pode chegar a 20 anos, a prevenção clínica é inegociável. Danilo Sato orienta que, como qualquer animal pet, os turacos precisam de avaliações médicas rotineiras. Exames de check-up devem ser agendados a cada seis meses ou anualmente, dependendo do histórico e da idade de cada indivíduo.



*Com informações do apresentador e veterinário Danilo Sato, para o quadro É Pet?, da TV Cultura Litoral.

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