DO RESGATE À NATUREZA

Atobá-marrom encontrado preso a pote plástico ganha uma nova chance em Ubatuba

Ave foi encontrada em julho na praia do Engenho, em Ubatuba, e passou por avaliação, tratamento e acompanhamento antes da soltura

Atobá-marrom ave pousada em uma estrutura e ao lado ave voando contra o céu azul
Atobá-marrom foi resgatado em 8 de julho após ficar preso a um pote plástico de sorvete - Reprodução/Instituto Argonauta


Um atobá-marrom (Sula leucogaster) voltou à natureza neste sábado (29), após passar por semanas de reabilitação sob os cuidados do Instituto Argonauta, em Ubatuba. A ave havia sido resgatada em 8 de julho, depois de ser encontrada presa a um pote plástico de sorvete na praia do Engenho.

O animal foi localizado por moradores, que acionaram as equipes do Instituto Argonauta, responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no litoral norte paulista.

Após o resgate, o atobá foi encaminhado ao Centro de Reabilitação e Despetrolização de Ubatuba, onde recebeu atendimento veterinário.

Na ocasião, tratava-se de um macho adulto, que estava ativo e em condição clínica estável. Depois da retirada do recipiente plástico, a equipe identificou um leve inchaço na região onde a ave estava presa.

O animal permaneceu sob os cuidados da equipe veterinária e passou por um período de observação e reabilitação.

Semanas de recuperação

Durante as semanas em que ficou no Centro de Reabilitação e Despetrolização, o atobá passou por avaliação clínica e exames de sangue.

A ave também recebeu alimentação balanceada e adequada à espécie e foi acompanhada diariamente pela equipe do Instituto Argonauta.

Ao longo do período de reabilitação, o animal apresentou ganho de peso e recuperou as condições necessárias para retornar ao ambiente natural.

Após ser considerado apto, o atobá-marrom foi solto neste sábado (29) e voltou ao seu ambiente natural.

A trajetória da ave começou com o resgate na Praia do Engenho, em julho, passou pelo atendimento veterinário e pelo acompanhamento especializado e terminou com o retorno à natureza.

O risco do plástico para os animais

O caso também chama atenção para os impactos que o descarte inadequado de resíduos pode provocar no ambiente marinho.

Segundo o Instituto Argonauta, objetos plásticos aparentemente simples podem representar riscos para a fauna quando são descartados de maneira inadequada.

Esses materiais podem provocar ferimentos, aprisionamento, dificuldade de alimentação e outras consequências para os animais.

No caso do atobá-marrom, um pote plástico de sorvete acabou prendendo a ave, fazendo com que fosse necessário o acionamento da equipe especializada para realizar o resgate.

A instituição destaca que o episódio reforça a importância de pensar no caminho que os resíduos podem percorrer depois do descarte e nos impactos que podem causar quando chegam ao ambiente marinho.

Trabalho de conservação

O atendimento do atobá faz parte da atuação do Instituto Argonauta na conservação da vida marinha, trabalho que, segundo a instituição, soma 28 anos.

Ao longo desse período, o Instituto Argonauta e o Aquário de Ubatuba vêm atuando de forma integrada em diferentes frentes, incluindo atendimento à fauna, pesquisa, educação ambiental e sensibilização da sociedade para a proteção dos oceanos.

O Instituto Argonauta também é uma das instituições executoras do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).

O que fazer ao encontrar um animal marinho

Ao encontrar um animal marinho em situação de risco, a orientação é acionar a equipe responsável pelo atendimento, evitando realizar procedimentos por conta própria.

Em Ubatuba e no litoral norte paulista, o Instituto Argonauta pode ser acionado pelo telefone 0800 642 3341 ou pelo WhatsApp (12) 99785-3615.

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