Indicador caiu para 8% em setembro, enquanto o seguro de automóveis registrou a segunda alta consecutiva, chegando a 4,5%
Redação
Publicado em 27/10/2026, às 17h45

O índice de preços relativos do seguro de motocicletas atingiu, em setembro, o menor nível desde o início da série histórica da TEx, em agosto de 2023.
Segundo o estudo IPSA + IPSM, Índice de Preços do Seguro de Automóvel e Moto, desenvolvido pela TEx, parte da Serasa Experian, o IPSM passou de 8,4% em agosto para 8,0% em setembro, queda mensal de 4,8%.
O seguro auto seguiu na direção contrária: o IPSA avançou de 4,4% para 4,5%, alta de 2,3% e segundo aumento consecutivo.
O resultado das motocicletas ficou 0,4 ponto percentual abaixo do menor patamar anterior, de 8,4%, registrado em março e agosto deste ano.
Na comparação com os meses de setembro desde o lançamento do indicador, o índice também foi inferior aos 9,6% observados em 2023, aos 9,2% de 2024 e aos 9,6% de 2025.
A queda das motos também se destaca na comparação anual. Entre setembro de 2025 e setembro de 2026, o IPSM recuou de 9,6% para 8,0%, redução de 1,6 ponto percentual, equivalente a 16,7%. No seguro auto, o indicador passou de 5,1% para 4,5% no mesmo intervalo, queda de 0,6 ponto percentual ou 11,8%.
Apesar das duas altas consecutivas, o índice de automóveis permanece abaixo do nível registrado há um ano.
Desde julho, quando atingiu 4,3%, o menor valor da série do IPSA, o indicador acumulou avanço de 0,2 ponto percentual. No mesmo intervalo, o seguro de motos caiu 0,6 ponto percentual.
Com esses movimentos, a distância entre os dois indicadores diminuiu. Em setembro de 2025, o IPSM superava o IPSA em 4,5 pontos percentuais. Um ano depois, a diferença passou para 3,5 pontos.
“O seguro de moto chegou a um patamar que não havia sido registrado desde o início da série, em 2023. É uma queda importante, especialmente porque ocorreu pelo segundo mês consecutivo e também aparece na comparação anual. No seguro auto, tivemos duas altas seguidas, mas o índice ainda está abaixo do registrado há um ano. São movimentos diferentes, que precisam ser acompanhados separadamente”, afirma Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.
A modalidade de contratação continuou apresentando diferenças nos índices de preços relativos em setembro.
No seguro novo, os percentuais ficaram em 5,7% para automóveis e 9,1% para motocicletas, os maiores entre as três modalidades analisadas.
Nas renovações realizadas por outra corretora, os índices foram de 3,2% para automóveis e 8,7% para motos. Já nas renovações pela própria corretora, ficaram em 3,8% e 6,5%, respectivamente.
O seguro novo permaneceu, portanto, acima das duas modalidades de renovação nos dois segmentos. Entre os automóveis, a diferença chegou a 78,1% na comparação entre o índice do seguro novo, de 5,7%, e o das renovações realizadas por outra corretora, de 3,2%.
A queda do IPSM em setembro alcançou homens e mulheres, mas foi proporcionalmente maior entre as seguradas. No público masculino, o índice passou de 8,5% em agosto para 8,1% em setembro, redução de 4,7%. Entre as mulheres, recuou de 8,2% para 7,7%, queda de 6,1%.
Com isso, a diferença entre os índices masculino e feminino aumentou de 0,3 para 0,4 ponto percentual.
No seguro auto, o comportamento foi oposto. Os dois grupos registraram alta de 0,1 ponto percentual. O IPSA masculino passou de 4,5% para 4,6%, enquanto o feminino avançou de 4,2% para 4,3%. A distância entre ambos permaneceu em 0,3 ponto percentual.
Na comparação com setembro de 2025, todos os grupos apresentaram redução. No seguro de motos, o índice masculino caiu de 9,9% para 8,1%, enquanto o feminino passou de 8,8% para 7,7%. No seguro auto, os percentuais recuaram de 5,3% para 4,6% entre homens e de 4,9% para 4,3% entre mulheres.
A redução do IPSM também foi registrada em todas as faixas etárias analisadas, tanto na comparação mensal quanto na anual.
Entre agosto e setembro, os condutores de 18 a 25 anos apresentaram a maior queda em pontos percentuais, com o índice passando de 13,7% para 13,0%, recuo de 0,7 ponto percentual.
Na comparação com setembro de 2025, a maior redução proporcional ocorreu entre os condutores de 56 anos ou mais, com queda de 20,9%.
No seguro auto, todas as faixas etárias registraram aumento mensal. A maior alta ocorreu entre os motoristas de 18 a 25 anos, cujo índice passou de 7,2% para 7,8%, avanço de 0,6 ponto percentual.
Mesmo com o aumento de setembro, todas as faixas do IPSA permaneceram abaixo dos níveis registrados um ano antes. Entre os mais jovens, por exemplo, o indicador caiu de 9,1% em setembro de 2025 para 7,8% em setembro deste ano.
As diferenças de preços relativos também aparecem no recorte geográfico. Em setembro, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro registrou índice de 5,5% para o seguro de automóveis e 11,8% para motocicletas.
Na Região Metropolitana de Belém, os percentuais ficaram em 3,2% para carros e 5,3% para motos. Na comparação entre as duas regiões, o índice do Rio foi 71,9% superior no seguro auto e 122,6% maior no seguro de motocicletas.
Entre as demais regiões metropolitanas, São Paulo registrou 4,5% no seguro auto e 10,8% no de motos; Salvador, 4,7% e 8,7%; Recife, 4,3% e 7,5%; Belo Horizonte, 4,4% e 7,8%; Porto Alegre, 4,3% e 6,3%; Fortaleza, 3,3% e 6,8%; e Curitiba, 3,6% e 8,2%.
“A diferença entre as regiões metropolitanas mostra por que o local de circulação e permanência do veículo é considerado pelas seguradoras. O CEP faz parte de uma análise que também inclui características do condutor, do veículo e o histórico de risco. Por isso, os índices podem variar bastante mesmo quando comparamos seguros da mesma modalidade”, explica Brandão.
A idade do automóvel também diferencia o preço relativo do seguro. Em setembro, os veículos com seis a dez anos de uso registraram índice de 5,7%, enquanto os zero quilômetro ficaram em 3,2%, diferença de 78,1%.
Na análise por valor da tabela Fipe, os automóveis de menor valor continuaram apresentando os maiores percentuais. Entre os veículos avaliados de R$ 31 mil a R$ 50 mil, o índice caiu de 7,8% em agosto para 7,4% em setembro, recuo de 5,1%.
Na faixa de R$ 51 mil a R$ 80 mil, o índice ficou em 5,7%. Entre R$ 81 mil e R$ 150 mil, subiu para 3,9%, enquanto os automóveis acima de R$ 151 mil registraram 2,8%.
Elétricos e híbridos registram as maiores quedas anuais
Entre os automóveis com até dois anos de uso, elétricos e híbridos apresentaram as maiores reduções do IPSA na comparação com setembro de 2025.
Nos elétricos, o índice caiu 0,8 ponto percentual em 12 meses, chegando a 3,8% em setembro. Nos híbridos, a redução foi de 0,5 ponto percentual, para 2,3%, o menor índice entre as quatro categorias de propulsão analisadas.
Os automóveis a gasolina registraram 3,7%, apenas 0,1 ponto percentual abaixo dos elétricos. Os modelos a diesel ficaram em 3,4%.
Na comparação mensal, os índices dos elétricos e híbridos recuaram, enquanto os dos veículos a gasolina e diesel avançaram. Esse movimento aproximou o índice dos elétricos ao registrado pelos automóveis a gasolina.
A distribuição das cotações por tipo de combustível mostra que os veículos a gasolina concentraram 81,0% do volume analisado em setembro. Os híbridos representaram 7,3%, os elétricos, 7,1%, e os modelos a diesel, 4,6%.
Somados, elétricos e híbridos responderam por 14,4% das cotações do mês.
No ranking geral dos veículos mais cotados pelo TELEPORT, o Chevrolet Onix liderou, com 4,9% do volume, seguido pelo Jeep Renegade, com 4,3%, e pelo Jeep Compass, com 4,0%.
Entre os híbridos com até dois anos de uso, o BYD Song concentrou 37,2% das cotações da categoria, seguido pelo GWM Haval, com 31,4%, e pelo BYD King, com 12,1%.
Nos elétricos, o BYD Dolphin ocupou a primeira posição, com 47,6% das cotações, seguido pelo Geely EX2, com 21,2%, e pelo Geely EX5, com 15,1%.
“Os veículos eletrificados já têm participação relevante nas cotações, mas elétricos e híbridos apresentam comportamentos diferentes no preço do seguro. Em setembro, os dois grupos tiveram as maiores quedas anuais entre as motorizações analisadas. Esse acompanhamento ajuda a entender como a precificação evolui à medida que esses modelos passam a fazer parte da frota brasileira”, avalia Brandão.
O indicador de franquia do seguro auto passou de 5,5% em agosto para 5,7% em setembro. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a alta foi de 5,6%.
A diferença também aparece conforme o valor do automóvel. Entre os veículos avaliados de R$ 31 mil a R$ 50 mil, o índice de franquia ficou em 7,4%. Na faixa de R$ 51 mil a R$ 80 mil, foi de 5,8%; entre R$ 81 mil e R$ 150 mil, de 5,3%; e nos modelos acima de R$ 151 mil, de 5,7%.
Assim, a franquia dos automóveis de R$ 31 mil a R$ 50 mil ficou 39,6% acima da registrada na faixa de R$ 81 mil a R$ 150 mil.
O relatório completo do IPSA + IPSM, Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto de setembro, está disponível gratuitamente para consulta e download no seguinte site.