ALERTA NAS PRAIAS

Litoral de SP tem praias recorrentes na lista de impróprias; veja por quê

Em nota ao portal Costa Norte, a Cetesb apontou as causas da repetição de águas inadequadas para banho


Lais Seguin
Publicado em 08/04/2026, às 10h00

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praia
Classificação das praias considera análise semanal da qualidade da água no litoral de SP - Foto: Arquivo/Costa Norte


Algumas praias do litoral paulista costumam frequentar a lista semanal de pontos impróprios divulgada pela Cetesb, resultado de fatores estruturais e ambientais que impactam a qualidade da água.

A classificação é feita com base em análises semanais, que consideram a presença de bactérias ligadas ao esgoto e condições recentes do ambiente, indicando possíveis riscos à saúde dos banhistas.

O que torna uma praia imprópria?

Uma praia é classificada como imprópria quando a qualidade da água é considerada inadequada para banho. Essa classificação indica risco de contaminação por microrganismos.



O principal parâmetro usado é a presença de bactérias ligadas ao esgoto. Entre elas, o enterococcus é o indicador mais relevante. Segundo a Cetesb, esse tipo de bactéria aponta contaminação recente por esgoto doméstico, o que pode ser prejudicial para a saúde humana.

Quais são os critérios da Cetesb para definir uma praia imprópria?

A Cetesb segue a Resolução Conama nº 274/2000 para classificar as praias. Essa norma define limites seguros para a água do mar.

  • Coleta e análise semanal

Técnicos coletam amostras de água todas as semanas. Os testes são feitos em laboratório próprio. A classificação final considera a média das últimas cinco semanas. Com base nisso, a praia pode ser definida como “própria” ou “imprópria”.



  • Critério da bactéria enterococcus

O enterococcus está presente em fezes humanas. Sua presença indica poluição por esgoto. Altos níveis dessa bactéria tornam a água inadequada. Isso aumenta o risco de doenças para quem entra no mar.

Por que algumas praias ficam impróprias com mais frequência?

A principal causa é o despejo irregular de esgoto, comum em áreas sem rede de coleta adequada. A poluição é levada por rios e córregos até o mar, o que impacta diretamente a qualidade da água nas praias.

O crescimento urbano desordenado agrava o problema, assim como as ligações clandestinas, que contribuem para a contaminação.



Algumas praias apresentam maior recorrência de classificações negativas devido a fatores geográficos e estruturais. O descarte irregular de esgoto em cursos d’água (rios e córregos que deságuam no mar), muitas vezes vindo de áreas sem cobertura de rede coletora ou ocupações informais, é a causa principal", afirma a Cetesb em nota ao portal Costa Norte.

Período de verão aumenta o risco

O período de verão concentra mais casos de praias impróprias. Isso ocorre pelo aumento de turistas nas cidades litorâneas. A infraestrutura pode não suportar a demanda, assim, há sobrecarga no sistema de esgoto.

Chuvas fortes também pioram a situação, já que a água da chuva carrega sujeira das ruas para o mar.

O verão se mantém como o período mais crítico. Nesta época, a combinação de chuvas volumosas com o aumento repentino da população flutuante (turistas) nas cidades litorâneas pode sobrecarregar os sistemas de coleta, além de levar a poluição das ruas diretamente para o mar por meio das galerias de águas pluviais", acrescenta a Cetesb.

Vale citar que a Cetesb adverte que não é recomendado o banho de mar 24 horas após chuvas. Também não é aconselhado banhar-se em canais, córregos e rios que deságuam no mar. Evite ainda a ingestão da água do mar.



Crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são as mais propensas a desenvolver doenças, ou infecções, após nadarem em águas contaminadas. Além da gastroenterite, outras doenças podem ser contraídas, como infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta.

Como consultar se a praia está própria para banho?

A Cetesb atualiza os dados semanalmente. As informações estão disponíveis no site oficial. Também é possível consultar pelo aplicativo da Cetesb-SP.

Na areia, bandeiras indicam a condição da água. A cor verde mostra praia própria; a vermelha indica praia imprópria.



O que pode reduzir o número de praias impróprias?

A ampliação da rede de esgoto é fundamental para reduzir o número de praias impróprias, assim como o combate às ligações clandestinas. A gestão adequada do lixo urbano também contribui para evitar a contaminação, diminuindo o impacto nos rios e no mar.

Além dessas medidas, acompanhar a qualidade da água e a situação das praias é essencial para evitar riscos.

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