PROJETO DE LEI

Jogar lixo na rua pode gerar multa de até R$ 162 mil; texto segue para o Senado

Câmara dos Deputados aprova projeto de lei que prevê punição de acordo com o volume de sujeira e a capacidade financeira de quem comete a infração


Redação
Publicado em 27/04/2026, às 11h55

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Jogar lixo na rua pode gerar multa de até R$ 162 mil; texto segue para o Senado
Valor da multa sobe de forma proporcional à quantidade de sujeira descartada e à condição financeira do infrator - Tânia Rêgo/Agência Brasil


Jogar lixo na rua ou acumular resíduos de forma irregular em imóveis rurais e urbanos vai custar caro. Projeto de lei, de autoria do deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) prevê multas pesadas que miram tanto o cidadão comum quanto o caixa de grandes empresas.

A Câmara dos Deputados deu o primeiro passo na quinta-feira (23) e aprovou o texto-base da punição. A regra estabelece que o valor da multa sobe de acordo com dois fatores: a quantidade de lixo descartado e o porte econômico do infrator.

Com base no salário mínimo atual (R$ 1.621), a conta pesa de formas diferentes:



  • Para o cidadão (pessoa física): multa vai de 1 a 10 salários mínimos (entre R$ 1.621 e R$ 16.210).
  • Para empresas (pessoa jurídica): punição salta para a faixa de 5 a 100 salários mínimos (entre R$ 8.105 e R$ 162.100). A regra vale para a atividade empresarial e engloba infrações cometidas por funcionários.

Quem fica de fora?

Projeto de lei aponta exceções claras. Locais com destinação oficial para a gestão e o manejo de resíduos sólidos ficam isentos das sanções. A penalidade também não atinge quem faz a manutenção ou o armazenamento do lixo em condições adequadas e sem criar riscos para a população.

Projeto de lei altera a Lei de Crimes Ambientais e a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O autor da ideia original, deputado Kim Kataguiri, defende que a nova regra crie um sistema nacional integrado para acabar com a leniência ambiental no país.

É inadmissível a leniência com quem descarta lixo irregularmente. Tal conduta, além de abominável do ponto de vista social, gera sérios problemas ambientais”, disse Kataguiri.

O texto aprovado no plenário da Câmara possui a assinatura do relator, deputado Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), que ajustou a redação para garantir a constitucionalidade da norma sem ferir a autonomia de estados e municípios. Para virar lei e entrar em vigor, a proposta ainda precisa de aprovação no Senado.



* Com informações da Agência Câmara de Notícias e Agência Brasil

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