FAUNA MARINHA

Dia do Golfinho destaca temporada de avistamentos no litoral de SP

Celebrado neste 4 de julho, em Fernando de Noronha, Dia do Golfinho também chama atenção para a presença desses mamíferos marinhos no litoral paulista

Dia do Golfinho destaca temporada de avistamentos no litoral de SP
Golfinhos podem ser observados no litoral norte de São Paulo durante todo o ano, com maior frequência no inverno - Pexels


Neste 4 de julho, o Dia do Golfinho chama a atenção para a importância da conservação desses mamíferos marinhos. A data é celebrada em Fernando de Noronha (PE), onde o projeto Golfinho Rotador desenvolve ações de pesquisa, educação ambiental e preservação da espécie.

Embora a comemoração tenha como principal palco o arquipélago pernambucano, o litoral norte de São Paulo também abriga diferentes espécies de golfinhos e vive, durante o inverno, um dos períodos mais favoráveis para observá-los.

Os golfinhos podem ser encontrados na costa paulista ao longo de todo o ano, mas os meses de inverno costumam proporcionar mais oportunidades de avistamento. De acordo com especialistas, a estação favorece mudanças nas condições oceanográficas, como a influência de correntes frias e a maior concentração de cardumes em determinadas áreas, fatores que atraem esses animais para mais perto da costa.



Além disso, o inverno marca a temporada de presença de diversos cetáceos no litoral paulista. Enquanto as baleias-jubarte utilizam a costa brasileira durante sua migração reprodutiva, diferentes espécies de golfinhos também podem ser observadas em baías, enseadas e áreas mais afastadas da costa, dependendo de seus hábitos e da disponibilidade de alimento.

Espécies que podem ser vistas no litoral norte paulista

Entre as espécies mais conhecidas está o boto-cinza (Sotalia guianensis), considerado um dos golfinhos costeiros mais comuns do Brasil. Ele costuma viver em estuários, baías e regiões protegidas, formando grupos que podem ser vistos com frequência em áreas do litoral norte.

Outra espécie registrada na região é o golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus), famoso pelo formato do focinho e pelo comportamento curioso. Em algumas ocasiões, esses animais podem acompanhar embarcações, aproveitando as ondas formadas pelos barcos para se deslocar com menor gasto de energia.



Mais afastado da costa, também é possível encontrar o golfinho-pintado-do-Atlântico (Stenella frontalis), reconhecido pelas manchas que aparecem ao longo do corpo conforme o animal envelhece. A espécie costuma formar grandes grupos e realiza saltos que frequentemente chamam a atenção de quem está no mar.

Outra presença registrada em águas paulistas é o golfinho-comum (Delphinus delphis), espécie de hábitos mais oceânicos que, em determinadas condições, pode ser observada durante passeios embarcados.

Como observar os golfinhos sem causar impactos

Encontrar golfinhos na natureza é uma experiência marcante, mas a aproximação deve ocorrer de forma responsável. Especialistas orientam que embarcações mantenham distância dos animais, evitem persegui-los ou alterar sua rota de deslocamento e reduzam a velocidade ao perceber sua presença.



Também não é recomendado alimentar, tocar nem tentar nadar próximo aos golfinhos. Essas atitudes podem causar estresse, modificar o comportamento natural e aumentar os riscos de acidentes tanto para os animais quanto para as pessoas.

O avistamento responsável contribui para a conservação das espécies e permite que moradores e turistas apreciem um dos grandes patrimônios naturais do litoral paulista sem interferir em seu comportamento.

Animais essenciais para o equilíbrio dos oceanos

Além de encantarem quem tem a oportunidade de observá-los, os golfinhos desempenham um papel importante no equilíbrio dos ecossistemas marinhos. Como predadores, ajudam a manter o equilíbrio das populações de peixes e lulas e são considerados indicadores da qualidade ambiental, já que dependem de mares saudáveis para sobreviver.



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