MARICULTURA

Campanha visa proteger produção e pesquisas de algas e mexilhões em Ubatuba

Fazendas marinhas sofrem invasões de jet skis e barcos; locais abrigam pesquisas científicas e estruturas submersas perigosas


Redação
Publicado em 19/12/2025, às 17h01

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Pesquisadores pedem respeito às boias de demarcação para salvar estudos científicos
Áreas demarcadas por boias são exclusivas para pesquisa e proibidas para jet skis e barcos - Divulgação/Instituto de Pesca


Com a chegada do verão e aumento do fluxo turístico no litoral norte, o Instituto de Pesca (IP-Apta) iniciou campanha de conscientização em Ubatuba, para proteger as áreas de maricultura

Iniciativa, em parceria com a Associação dos Maricultores do Estado de São Paulo (Amesp) e a Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (Amapec), alerta para a proibição da entrada de embarcações, jet skis e banana boats nos perímetros demarcados para cultivo.

Essas áreas, identificadas por boias, são cedidas legalmente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura para fins científicos e produtivos. A invasão desses espaços por turistas ou pescadores esportivos gera prejuízos imediatos, como o desprendimento de mexilhões e danos às estruturas de cultivo, além de comprometer estudos de longo prazo.



Risco de morte

Além do prejuízo ambiental e científico, a campanha destaca o perigo físico para quem invade essas áreas. Segundo Valéria Gelli, pesquisadora do Instituto de Pesca em Ubatuba, as fazendas marinhas escondem riscos reais à segurança.

Essas áreas apresentam riscos reais à segurança, devido às cordas, cabos e estruturas submersas, podendo resultar em acidentes graves e até morte. Respeitar essas áreas é proteger a vida, o trabalho dos maricultores e a sustentabilidade dos nossos mares", alerta a especialista.

Ciência em perigo

A unidade de Ubatuba mantém uma fazenda marinha dedicada ao programa Algicultura SP, focado no cultivo da macroalga Kappaphycus alvarezii.

Esses organismos são fundamentais para pesquisas de inovação, utilizados na produção de biocombustíveis, bioplásticos, cosméticos, biofertilizantes e fármacos.



A interferência externa e a circulação não autorizada podem causar contaminação biológica, prejudicando anos de desenvolvimento científico voltado para a sustentabilidade econômica do setor.

A campanha inclui a distribuição de material informativo, cartazes e sinalizações reforçadas para orientar a população a respeitar os limites das boias.

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