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Ex-chefe de segurança do Cazaquistão é preso e país enfrenta crise

EBC Internacional
Publicado em 08/01/2022, às 15h45 - Atualizado às 15h49

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© REUTERS/Mukhtar Kholdorbekov/Direitos Reservados - © REUTERS/Mukhtar Kholdorbekov/Direitos Reservados
© REUTERS/Mukhtar Kholdorbekov/Direitos Reservados - © REUTERS/Mukhtar Kholdorbekov/Direitos Reservados

O ex-chefe da inteligência do Cazaquistão foi preso sob suspeita de traição, informou neste sábado a agência de segurança estatal, enquanto a ex-república soviética reprime uma onda de agitação e começa a atribuir culpa.

A detenção de Karim Massimov foi anunciada pelo Comitê de Segurança Nacional, chefiado por ele até ser demitido pelo presidente Kassym-Jomart Tokayev na quarta-feira, após protestos violentos que varrem o país da Ásia Central.

De acordo com o gabinete de Tokayev, ele teria dito por telefone ao presidente russo, Vladimir Putin, que a situação estaria se estabilizando.

"Ao mesmo tempo, persistem focos de ataques terroristas. Portanto, a luta contra o terrorismo continuará com total determinação", disse ele.

O Kremlin disse que Putin apoiou a ideia de Tokayev de convocar uma videochamada de líderes da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (CSTO), sob cujo guarda-chuva a Rússia e quatro outras ex-repúblicas soviéticas enviaram tropas ao Cazaquistão para ajudar a restaurar a ordem. Não estava claro quando isso aconteceria.

Dezenas de pessoas foram mortas, milhares foram detidas e prédios públicos em todo o Cazaquistão foram incendiados na semana passada na pior violência vivida no produtor de petróleo e urânio desde que se tornou independente, no início dos anos 1990, quando a União Soviética entrou em colapso.

Fonte: EBC Internacional

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