APOTEOSE FEMININA

Aborto é legalizado na Argentina | Vídeo

Após criminalização de 99 anos, rejeição em 2018 e intensa disputa em 2020, permissão para interrupção da gravidez até a 14ª semana de gestação passa a ser lei na Argentina; grupos pró-aborto comemoram


Da redação
Publicado em 30/12/2020, às 10h57 - Atualizado às 11h37

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Manifestantes a favor do aborto protestam diante do Congresso argentino, nesta terça-feira, 29. - Foto: Agustin Marcarian / Reuters
Manifestantes a favor do aborto protestam diante do Congresso argentino, nesta terça-feira, 29. - Foto: Agustin Marcarian / Reuters


Em vídeo que circula nas redes sociais, uma multidão de mulheres assiste ao exato momento em que a descriminalização do aborto atinge a quantidade de votos necessários no Senado do país,  e explode numa gigantesca apoteose pelas ruas de Buenos Aires.

O Senado argentino aprovou na madrugada desta quarta-feira, 30, a legalização do aborto, por 39 votos a favor, 29 contra e uma abstenção. Com a nova lei, as mulheres argentinas grávidas até a décima quarta semana poderão interromper a gestação de forma legal e gratuita no sistema de saúde do país.

Com a aprovação no Senado do país, caiu a proibição em vigor desde 1921, que tipificava o aborto como crime, exceto em caso de estupro ou risco de vida da mãe. Os movimentos sociais de mulheres da argentina saíram às ruas em festa assim que a votação foi concluída no senado.      



https://www.youtube.com/watch?v=VcNrUGl3IdE&feature=youtu.be&ab_channel=JornaldaPraia

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A legalização foi aprovada na Câmara dos Deputados há duas semanas. Agora as gestantes argentinas têm acesso ao aborto legal após assinatura de termo de consentimento. Toda mulher Argentina que solicitar um aborto, estipula a nova lei do país, deve ser atendida em no máximo 10 dias. O prazo busca evitar manobras que procrastinem o procedimento até a gestante ultrapassar a 14ª semana de gravidez.

Com a legalização do aborto, a Argentina se junta a Uruguai, Guiana, Guiana Francesa e partes do México. Nas demais regiões do continente americano, o aborto é parcial ou totalmente proibido - caso do Brasil.

Houve grande disputa política no país em torno da legalização do aborto. Grupos e religiosos antiaborto eram contra a legalização. Em 2018,  a pressão desses grupos fez com que a lei fosse rejeitada no senado do País. Na atual aprovação também houve disputas intensas entre grupos de defesa dos direitos reprodutivos, pró-aborto, e grupos religiosos, antiaborto, porém com decisão da Câmara dos Deputados e do Senado em favor da descriminalização e legalização do aborto.



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