Anvisa suspende 4 marcas de glitter 'comestível'; análise encontrou materiais proibidos como PET e substâncias usadas em tintas e adesivos

Quatro marcas de glitter, vendidas como comestíveis, para decoração de bolos e doces, foram suspensas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A fiscalização encontrou materiais plásticos e compostos químicos não autorizados na fórmula.
Os produtos continham plásticos como polipropileno (PP) e PET (o mesmo de garrafas). Além disso, o órgão identificou o uso de acetato de polivinila, substância comumente utilizada na fabricação de colas e tintas, sendo proibida em alimentos.
Esses itens eram anunciados ou sugeridos como ingredientes para alimentos em propagandas e sites. No entanto, a ingestão dessas partículas plásticas não é autorizada e representa risco à saúde do consumidor.
A medida proíbe a fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos. As empresas responsáveis também devem recolher os estoques que já estão no mercado.
As análises das marcas identificaram plásticos como polipropileno (PP), tereftalato de etileno (PET) e polimetilmetacrilato (PMMA). Uma delas utilizava até um ingrediente descrito como “metal de transição laminado atômico 99”. A Anvisa reforça que plásticos e acetato de polivinila (usado em colas) são proibidos em alimentos.
Esses materiais só podem ser usados em decoração não comestível. Pó decorativo com essas substâncias no rótulo jamais deve ser aplicado diretamente em bolos ou doces para consumo.
As suspensões atingem as seguintes empresas e marcas:
A fiscalização começou após denúncias nas redes sociais sobre o uso de plástico em confeitaria. A Anvisa iniciou uma busca ativa pelo popular "glitter comestível" e já identificou 16 marcas suspeitas, das quais quatro foram comprovadamente fraudadas. As demais permanecem sob investigação, com análises em andamento para verificar a composição e regularidade sanitária.
Plataformas como Mercado Livre, Amazon, Shopee e Magazine Luiza foram notificadas. Elas devem excluir anúncios que vendam esses produtos como comestíveis. Consumidores que tenham os itens em casa devem contatar o fabricante para devolução.