COBRA OU LAGARTO?

Você conhece a cobra de vidro? Biólogo explica características do animal

Com corpo cilíndrico, esses animais são comumente confundidos; descubra curiosidades


Da redação
Publicado em 01/03/2022, às 10h59 - Atualizado às 14h51

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Cobra de vidro na verdade é um lagarto Você conhece a cobra de vidro? Biólogo explica características do animal cobra de vidro - Foto: Divulgação
Cobra de vidro na verdade é um lagarto Você conhece a cobra de vidro? Biólogo explica características do animal cobra de vidro - Foto: Divulgação


Se tem alguém que pode provar que as aparências, de fato, enganam, é a mãe na natureza. Apesar de parecer muito com cobras, por exemplo, os répteis do gênero Ophiodes, da família Anguidae, são, na verdade, lagartos.

O biólogo Gilberto Ademar explica um pouco das curiosidades deste animal. "Com o passar dos milhares de anos esse lagarto teve suas patas reduzidas. Hoje há somente pequenos resquícios das patas traseiras e nenhum membro na parte da frente”, diz.

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Ademar também fala sobre o nome cobra de vidro. “O nome de cobra de vidro também vem do fato do animal praticar a autotomia caldal. Isso quer dizer que ele pode desprender parte da cauda para se defender de possíveis inimigos. Essa é uma característica muito comum nos lagartos”, afirma.

Então lembre-se, cobra de vidro na verdade é um lagarto e não tem veneno.

Cuidado com os pets

Apesar desses lagartos não possuírem veneno e serem inofensivos aos seres humanos, Annelise alerta que é preciso ter cuidado com os pets.



"Gatos e cachorros às vezes caçam esses animais e é preciso ficar atento quanto a isso, já que os lagartos de vidro podem ter alguns vermes que habitam o trato gastrointestinal que podem parasitar os animais de estimação", alerta.

Mas por que esses lagartos se parecem tanto com cobras?

“A redução dos membros em espécies do grupo Squamata é frequentemente associada à vida em estratos herbáceos densos ou hábito fossorial. Um corpo alongado e com membros reduzidos ou ausentes parece conferir maior manobrabilidade a esses animais por reduzir a superfície de contato com o substrato, facilitando o seu deslocamento”, esclarece o especialista.

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