RESOLUÇÃO

Vírus letal: o que muda para quem cria e consome tilápia em SP

Patógeno chamado de Tilapia Lake Virus (TiLV) possui transmissão rápida e dizima até 90% dos peixes infectados nos tanques

Vírus letal o que muda para quem cria e consome tilápia em SP
Regra abrange expressamente produtos destinados ao consumo humano e à alimentação animal - Divulgação/Governo de São Paulo


O governo do estado de São Paulo publicou, nesta terça-feira (24), uma resolução para proteger a criação de tilápias contra o Tilapia Lake Virus (TiLV). O patógeno exótico possui transmissão rápida e dizima até 90% dos peixes infectados nos tanques.

Embora o consumo da carne não apresente qualquer risco para a saúde humana, os produtos importados passam a sofrer fiscalização rigorosa antes de chegar aos supermercados e indústrias.

A medida preventiva foca no bloqueio comercial imediato de peixes frescos, congelados, inteiros ou processados vindos da Ásia, África e Oriente Médio, onde há países que registraram o patógeno. A regra abrange expressamente os produtos destinados ao consumo humano e à alimentação animal.



Rastreabilidade total das tilápias

A cadeia produtiva paulista cresceu 4% em volume no ano de 2025. Mas o trânsito livre de produtos estrangeiros expõe as águas nacionais ao vírus. Portanto, para blindar o mercado interno, criadores e importadores precisam garantir rastreabilidade total, separação de lotes por origem e a guarda de registros fiscais por 12 meses.

Para o consumidor, a barreira sanitária significa produtos mais seguros e rastreáveis na prateleira.A Defesa Agropecuária paulista, o Procon-SP e as vigilâncias sanitárias municipais assumirão a inspeção física e documental das cargas. As equipes possuem autoridade legal para inspecionar estabelecimentos e apreender lotes suspeitos de imediato.

A médica-veterinária Ieda Blanco, responsável pelo Programa Estadual de Sanidade dos Animais Aquáticos (PESAq), alerta para a letalidade do vírus nos plantéis. 



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