PLANEJAMENTO

Vilão ou aliado? Assessora de investimentos esclarece como usar o cartão de crédito

Assessora dá dicas para fugir dos juros rotativos e explica como acumular vantagens e pontos em compras do dia a dia


Redação
Publicado em 28/05/2026, às 14h26

FacebookTwitterWhatsApp

Vilão ou aliado? Assessora de investimentos esclarece como usar o cartão de crédito
Controle financeiro e renegociação com os bancos são saídas para quem já entrou no pagamento mínimo da fatura - Pexels/Ron Lach


Com a facilidade de fazer pagamentos por aproximação pelo celular, ou mesmo com o cartão físico, o descontrole financeiro se tornou uma dor de cabeça para muitas famílias. No entanto, o dispositivo oferece vantagens se usado com estratégia e consciência.

A assessora de investimentos Juliana Lima explica que o cartão nasceu para agregar benefícios ao planejamento financeiro, como sistemas de pontuação e parcelamentos sem juros. O problema ocorre quando o consumidor perde a noção das taxas.

Se a gente deixa de pagar esse cartão, os juros podem chegar a até 400%. Imagine a velocidade do aumento da dívida. Precisamos trazer essa consciência para não entrar em uma bola de neve", alerta.

Para quem já perdeu o controle das contas, ou quer evitar o endividamento, a especialista lista passos fundamentais:



  • Fugir do pagamento mínimo: pagar apenas o valor mínimo da fatura é uma das piores decisões financeiras. A dívida restante sofre a incidência de juros altíssimos no mês seguinte;
  • Suspender o uso temporariamente: se você não conseguiu pagar o valor integral, evite fazer novas compras com aquele cartão. "É como andar na areia movediça. Você afunda porque tem uma dívida com juros altos e gasta mais em cima disso";
  • Buscar renegociação: encare a realidade e procure o banco. Consolidar a dívida por meio de crédito pessoal, ou com garantia, costuma oferecer taxas de juros muito menores do que as do cartão de crédito.

Compras do dia a dia

Muitas pessoas têm dúvidas se é correto usar o cartão para despesas pequenas e diárias, como um sorvete ou um café. A assessora garante que não há problema, desde que o consumidor encare o limite como se fosse o saldo de um cartão de débito. "O que não pode é gastar sem ter o dinheiro para cobrir depois", pontua.

Se o comprador tem o dinheiro em conta, o cartão se transforma em um aliado. Juliana exemplifica que é possível manter o valor total investido e rendendo juros, enquanto a compra é parcelada sem acréscimos.

Quem consegue usar o cartão para o propósito que ele nasceu, que é ajudar a administrar as contas, tem muita vantagem. O único receio é entrar no pagamento mínimo", conclui a especialista.

Com informações do quadro Papo de Finanças, do Jornal Litoral, da TV Cultura Litoral.



Para mais conteúdos:

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!