Procedimento é gratuito e evita cobranças contínuas de IPVA e licenciamento; território paulista registra cerca de 350 solicitações do tipo por dia

Um veículo fora de circulação, encostado na garagem, pode representar uma despesa indesejada para motoristas no estado de São Paulo. Afinal, mesmo sem condições de uso, se o automóvel permanecer ativo nos sistemas da administração pública, continuará gerando débitos anuais obrigatórios, como licenciamento e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Segundo o governo do estado, para evitar o acúmulo de impostos, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP) orienta os proprietários a pedirem a baixa definitiva do registro. O procedimento é gratuito e, além de frear as cobranças, possibilita ganhos financeiros, já que o dono é autorizado a vender a sucata a um desmonte credenciado.
Muitos condutores acreditam que abandonar o bem muito antigo ou acidentado resolve o problema. Contudo, a prática traz altos custos sociais e ambientais. Com a venda legalizada das peças, o valor arrecadado serve até para quitar os passivos do próprio automóvel, que desde o início de 2024 ficam vinculados ao CPF do proprietário após a baixa.
Dados estaduais apontam uma média de 350 baixas veiculares diárias. Atualmente, o estado conta com mais de 900 desmontes autorizados para a compra de peças e mais de 2.000 empresas credenciadas de vistoria (ECVs) aptas a emitir o laudo obrigatório. A baixa permanente é exigida por lei em casos de perda total por sinistro de trânsito, venda como sucata ou leilão para desmontagem.
Quando o bem pertence a alguém que já morreu, a família precisa cumprir duas etapas de regularização. O licenciamento anual garante a circulação legal pelas ruas e pode ser pago diretamente no portal do Detran-SP, usando apenas a placa e o Renavam. Já a transferência de propriedade exige a emissão do inventário, documento legal que permite passar o veículo para o nome do herdeiro e, posteriormente, revendê-lo.