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Tristeza marinha: tartaruga em extinção é resgatada em rede de pesca predatória, no Guarujá |Vídeo

Polícia Militar Ambiental efetuou o resgate da tartaruga verde, mas animal não sobreviveu. Outras 20 espécies de peixes foram encontrados enroscados na rede ilegal que estava posicionada em berçário natural das tartarugas


Da redação
Publicado em 09/12/2020, às 10h06 - Atualizado às 12h09

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Tartaruga Verde era adulta não sobreviveu e foi encaminhada ao Instituto Gremar - Foto: Divulgação / PM Ambiental
Tartaruga Verde era adulta não sobreviveu e foi encaminhada ao Instituto Gremar - Foto: Divulgação / PM Ambiental


Uma rede de pesca proibida foi encontrada nesta terça-feira, 08, na Praia do Guaiúba, no Guarujá – com uma tartaruga marinha em extinção enroscada e em afogamento. A rede irregular foi encontrada em operação da 5ª Companhia Ambiental Marítima (CiaMar), integrante do 3º Batalhão da  Polícia Militar, após denúncia.  

De acordo com a CiaMar, a rede de pesca predatória media 150 metros de comprimento e havia 20 espécies diferentes de peixes presos nela, além da tartaruga verde (Chelonia Mydas). A tartaruga rara, que corre risco de extinção, foi solta das garras da rede pelos agentes que fizeram os procedimentos de salvamento. Em vídeo, divulgado pela CiaMar, os agentes correm contra o tempo, cortanda rede para salvar o animal que se afogava. A tartaruga, porém, estava muito debilitada e acabou morrendo.  O corpo do animal foi encaminhado ao Instituto Gremar – Resgate de Animais Marinhos.

https://www.youtube.com/watch?v=-q0-4g7ZFkI&ab_channel=TVCulturaLitoral



Outras duas tartarugas da mesma espécie foram resgatadas, uma estava bem e foi devolvida ao mar, a outra estava debilitada e foi encaminhada ao Gremar, onde foi medicada, se recuperou e passa bem, informou a CiaMar.  A rede irregular estava num berçário natural das tartarugas, informou o órgão.

A CiaMar alerta para os riscos da pesca predatória com redes do tipo “boiada”, como a apreendida nesta terça-feira para as tartarugas verdes.   “O animal está em risco de extinção e uma das causas é a utilização desse tipo de rede, onde as tartarugas  se enroscam e morrem afogadas por não conseguirem emergir para respirar”.

Tartaruga Verde era adulta não sobreviveu e foi encaminhada ao Instituto Gremar (Foto: Divulgação / PM Ambiental)



De acordo com o órgão, uma grande proporção destas redes são armadas nos berçários naturais das tartarugas marinhas, o que resulta numa alta mortalidade da espécie. As redes deste tipo são proibidas.

O responsável pela rede não foi identificado, e o caso seguem em investigação pela Polícia Militar Ambiental. A rede foi apreendida e será destruída. 

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