GREVE GERAL

Trabalhadores pedem reajustes salariais e anunciam greve geral em prefeitura do litoral de SP

Assembleia decidiu pela paralisação após impasse sobre reajustes salariais e benefícios; sindicato cita superávit no orçamento

Trabalhadores pedem reajustes salariais e anunciam greve geral em prefeitura do litoral de SP
Paralização deve ocorrer nas próximas semanas - Foto: SindCaraguatatuba


Servidores municipais de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, aprovaram por unanimidade a deflagração de  greve geral a partir de 28 de agosto. A decisão foi tomada em assembleia pelo Sindicato dos Trabalhadores em Serviços Públicos Municipais, em frente à Câmara Municipal.

O encontro, na noite de terça-feira (5), reuniu trabalhadores de diferentes setores do funcionalismo público. Entre as principais reclamações estão o congelamento salarial, a defasagem nos valores do vale-refeição e vale-alimentação, e a falta de avanços nas negociações com a administração municipal.

Segundo o sindicato, a pauta de reivindicações inclui a recomposição salarial para cobrir perdas acumuladas, aumento dos valores do vale-refeição e do vale-alimentação, e cumprimento de promessas assumidas pelo Executivo. A entidade afirma que o congelamento atinge todos os servidores, com defasagem acumulada superior a 50%, e que mais da metade dos 5 mil trabalhadores recebem menos de R$ 3 mil.



Assembleia decidiu pela paralisação após impasse sobre reajustes salariais e benefícios - Foto: SindCaraguatatuba
Servidores pedem reajustes salariais e benefícios - Foto: SindCaraguatatuba

As negociações, de acordo com a entidade, se intensificaram a partir do início de 2025, mas já ocorriam desde a transição de governo, no fim de 2024.

Em março e maio deste ano, foram feitas duas reuniões com o prefeito, mas não obtiveram sucesso. "O resultado das contas do município foi positivo, com superávit superior a R$ 120 milhões. Mesmo assim, o prefeito não apresentou nenhuma proposta concreta. Por isso, a única saída é pararmos", declarou o sindicato.

Anderson Santos, diretor do sindicato, explicou à reportagem do portal Costa Norte que, além do reajuste salarial, a categoria pede correção dos benefícios. O vale-refeição atualmente é de R$ 15 para jornadas de oito horas e de R$ 8 para meio período, enquanto o vale-alimentação é de R$ 515 para quem ganha abaixo de dois salários e de R$ 475 para quem recebe acima disso. O diretor aponta que os valores estão defasados em relação ao custo de vida.



A greve foi aprovada como geral, com adesão de todos os setores, mas respeitando os serviços essenciais. A mobilização no dia 28 começará às 7h, com concentração em frente à prefeitura de Caraguatatuba.

A entidade também prevê a realização de atos, reuniões setoriais e novas tentativas de diálogo com o Executivo até a data da paralisação. A administração municipal, procurada pela reportagem, informou que não irá se manifestar sobre a decisão dos servidores.

Greve no litoral

Outra categoria que fez greve no litoral de SP, neste mês, foram os trabalhadores de limpeza urbana da Baixada Santista. A categoria parou os serviços por sete dias e afetou serviços em Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Praia Grande e Cubatão. O movimento, iniciado em 29 de julho, foi liderado pelo Siemaco Baixada Santista e teve como principal reivindicação um reajuste linear de 7% nos salários e benefícios.



Após audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em São Paulo, as empresas do Grupo Diniz, que integram a Terracom, Terra Santos Ambiental e PG Eco Ambiental, aceitaram a proposta integral defendida pelo sindicato. Durante a paralisação, 70% do efetivo foi mantido para garantir serviços essenciais.

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