Secretaria da Segurança Pública informou que a maior parte dos presos por roubos acabam soltos nas audiências de custódia e voltam a cometer os mesmos crimes. Projeto começará com mais de 200 tornozeleiras

Reincidentes de roubo ou furto e acusados de violência doméstica soltos após audiência de custódia terão de utilizar tornozeleiras eletrônicas no Estado de São Paulo.
A medida foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (28). Segundo a Secretaria da Segurança Pública, mais de 300 mil condenados ou acusados estão sem os adequados mecanismos de monitoramento e acompanhamento das penas.
Nos primeiros meses de 2023, cerca de 45% dos presos em flagrante por furtos ou receptação acabaram cometendo os mesmos delitos após serem soltos.
“A partir de agora, fica reforçado no Estado de São Paulo o monitoramento por tornozeleiras eletrônicas de reincidentes de roubo e furto e acusados de violência doméstica que forem soltos após as audiências de custódia, seguindo a determinação judicial e com o aparato sendo implementado ainda dentro do Fórum. Não vamos dar trégua ao crime e aos agressores de mulheres”, disse o governador Tarcísio de Freitas.
No início do mês, durante coletiva da cúpula da SSP, o major da PM, Rodrigo Vilardi, disse que o Fórum da Barra Funda disponibilizou uma sala para que a operação seja iniciada e cerca de 200 tornozeleiras já estariam reservadas para iniciar o projeto.
A SSP ressaltou que o reforço no efetivo levou ao aumento das prisões e à queda dos furtos na região central, mas não basta apenas aumentar o policiamento - o que justificaria a medida.