POLÊMICA

Termômetro no punho funciona? Entenda um pouco melhor essa polêmica

Com a flexibilização, o equipamento se transformou em uma ferramenta para detectar um dos sintomas do coronavírus


Da redação
Publicado em 16/06/2021, às 16h34 - Atualizado às 17h03

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Termômetro digital Termômetro no punho funciona? Entenda um pouco melhor essa polêmica - Reprodução/Jaleko
Termômetro digital Termômetro no punho funciona? Entenda um pouco melhor essa polêmica - Reprodução/Jaleko


O termômetro digital se tornou comum nas portas de supermercado, parques, grandes empresas e, por mais impressionante que seja, nos ambulatórios e portas de hospitais. Mas será que os profissionais estão medindo de forma correta? Funciona?

Com a flexibilização, o equipamento se transformou em uma ferramenta de trabalho para detectar um dos sintomas dos infectados pela covid (Sars-CoV-2). Mas o que a maioria das pessoas não sabem é a forma mais eficaz de utilizá-lo e, as instituições hospitalares precisam ficar atentas e treinar seus profissionais para que a medição seja efetiva.

Primeiro, o especialista em clínica médica, Felipe Magalhães, da plataforma de ensino em medicina, Jaleko, acredita que é importante fazer uma afirmação: “medir a temperatura das pessoas não controla a pandemia”. Isso é um fato, porque segundo o doutor, “as pessoas podem ser assintomáticas e não ter febre, a eficácia contra a propagação do vírus está em distanciamento social, higienização das mãos, máscaras e vacina”.



Dito isso, a medição se torna importante como uma, de tantas medidas para detectar a pessoa que possui esse sintoma, inclusive a medida é uma orientação do Ministério da Saúde pois, reconhecer os pacientes sintomáticos é uma vantagem, porque eles transmitem mais e, por isso, é necessário identificar a febre em porta de locais fechados. Porém, muitas instituições não estão fazendo da forma mais correta.

Diante da fakenews de que o infravermelho do termômetro danificava a glândula pineal, é preciso dizer que na verdade, o aparelho de medição não penetra fundo na pele, o que impossibilita qualquer dano. Porém, depois dessa falsa notícia, a medida começou a ser aplicada pelo punho, o que pode tornar o procedimento ineficaz.

O punho é uma região periférica do corpo, o que implica em uma temperatura corporal mais baixas nessa área e que, na maioria das vezes, não atinge a mesma temperatura das regiões centrais do corpo.



Neste sentido, é comum que esses locais tenham temperaturas mais baixas do que a nossa testa, axilas e virilha. Isso se dá pelo fato do nosso corpo fazer a vaso constrição e diminuir o tamanho de nossas arteríolas e, por isso, nossas mãos e punhos são mais frias. Isso é natural e acontece para que não percamos calor.

O doutor explica que a manutenção do objeto deve estar sempre em dia. O sensor deve estar limpo e a medição deve ser feitas em locais que são capazes de identificar realmente a temperatura corpórea. Ainda, alerta sobre a falsa sensação de segurança, considerando que existem pessoas infectadas que não apresentam sintomas, portanto, é necessário continuar com as medidas protetivas.

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