Caso Marina Harkot

Suspeito de atropelar cicloativista se apresenta à polícia

Acusado ficou calado durante todo o depoimento, sendo representado por seu advogado, que alegou que o cliente estava “muito nervoso” para responder aos questionamentos das autoridades


Da Redação
Publicado em 11/11/2020, às 12h08 - Atualizado às 12h46

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José Maria da Costa Júnior, de 34 anos, suspeito de atropelar e matar Marina Harkot - Reprodução/Internet
José Maria da Costa Júnior, de 34 anos, suspeito de atropelar e matar Marina Harkot - Reprodução/Internet


O motorista José Maria da Costa Júnior, de 34 anos, suspeito de dirigir o carro que atropelou e matou Marina Kohler Harkot, de 28 anos, se apresentou à polícia nesta terça-feira, 10. José Maria chegou ao 14º Distrito Policial de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, por volta das 15h30, e foi indiciado por homicídio culposo e pela fuga do local.

Segundo informações do portal G1, o suspeito ficou calado durante todo o depoimento, sendo representado verbalmente por seu advogado, que alegou que o cliente estava “muito nervoso” para responder aos questionamentos das autoridades. A defesa informou que Costa Júnior fugiu após o atropelamento "porque se apavorou". Após o depoimento, o suspeito foi liberado, mesmo com o pedido de prisão preventiva emitido pela Justiça, mas que não havia sido apreciado pelo juiz.

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Na saída de José Maria da Costa da delegacia, cicloativistas protestaram contra o acusado, e tentaram impedir que o veículo onde estava o suspeito deixasse o DP. Um dos manifestantes chegou a sentar no carro do advogado para impedir a saída do automóvel do local. 

Policiais localizaram o carro utilizado no atropelamento estacionado na Rua Cesário Motta Júnior, no centro de São Paulo. O para-brisa dianteiro estava quebrado. Manobristas disseram aos investigadores que José Maria mora num prédio vizinho.

Entenda o ocorrido



Marina Kohler Harkot, de 28 anos, foi atropelada enquanto pedalava em São Paulo durante a madrugada deste domingo, 8. O motorista dono de um Tucson da cor prata fugiu sem prestar socorro à vítima. Marina morreu no local do acidente.

Mariana Braga, uma policial militar, que estava de folga no dia do ocorrido, presenciou o atropelamento e com o auxílio de um motoqueiro, que passava no momento do acontecimento, conseguiu anotar a placa do veículo.

Em entrevista para a Rede Globo, a mãe da jovem de 28 anos comentou o acontecimento: "Marina é minha filha primeira, muito amada, muito determinada, muito idealista. A gente está totalmente despedaçado. Estava construindo uma casa com o marido, um amor, uma vida futura. Estudando, fazendo doutorado, engajada. Obrigada por vocês estarem aqui e a luta continua, de verdade. Estamos juntos, gente. Muito obrigada".



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