SP registra 13 casos suspeitos de febre amarela

Costa Norte
Publicado em 24/01/2017, às 07h37 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h47

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Foto: Rafael Neddermeyer

Estadual

A Secretaria Estadual da Saúde divulgou os números relacionados a febre amarela em São Paulo. Desde o início do ano foram registrados 13 casos suspeitos e três mortes pela doença, nas cidades de Américo Brasiliense, Batatais (ambos autóctones, adquiridas no próprio estado) e Santana do Parnaíba (caso importado, pois a vítima havia viajado para Minas Gerais).  Outras três mortes investigadas pela secretaria seriam de pessoas que voltaram de Minas Gerais com sintomas e também podem ter ocorrido por febre amarela.

Segundo informado, no final do ano passado, um homem de 52 anos morreu em Ribeirão Preto com diagnóstico confirmado de febre amarela. Ele permaneceu internado durante quatro dias e morreu no dia 26 de dezembro. O homem morava próximo a uma região de mata, com macacos hospedeiros do vírus. A suspeita é que espécies silvestres do mosquito Aedes aegypti, que transmite a doença, possam ter infectado a vítima.

Em abril do ano passado, outra pessoa também teve a morte confirmada pela mesma doença no município de Bady Bassit, no interior paulista. O local da infecção dessa vítima foi a área silvestre, chamada de Mata dos Macacos, no município de São José do Rio Preto.

No Instituto Emílio Ribas, na capital paulista, hospital referência em infectologia, houve expressivo aumento da procura por vacinas contra febre amarela. No sábado, 21, a imunização foi aplicada em 320 pessoas. A média diária de vacinação registrada pelo hospital é de 50 por dia, chegando a 150 em período de férias, quando as pessoas mais viajam.

Orientações do instituto desaconselha a vacinação em moradores de áreas litorâneas ou da capital do estado, a não ser que tenham viagem programada para áreas de risco. A vacina está disponível na rede pública e deve ser tomada 10 dias antes de viagens para áreas de risco, que são basicamente áreas de floresta e zona rural. A vacina tem efeitos adversos e não pode ter tomada por pessoas com doenças imunológicas, que estão tomando remédios que possam afetar o sistema imune, gestantes, menores de 6 meses e idosos acima de 60 anos.

Desde 1942, não há registro de transmissão urbana de febre amarela no Brasil. O risco de uma volta da transmissão urbana é teórica, mas não é descartada. Em todo o país, de acordo com o Ministério da Saúde, os casos continuam concentrados em região de mata silvestre. Os casos estão concentrados, em sua maioria, nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

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