Serviço de atendimento 190 pode ser terceirizado


Costa Norte
Publicado em 25/07/2014, às 15h49 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h33

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Por Marina Aguiar

O Copom da região atende em média cinco mil ligações diárias

O Conselho de Desenvolvido Metropolitano da Região da Baixada Santista (Condesb) solicitará ao governo estadual estudos para viabilizar a terceirização do 190 para uma empresa de contact center, com vistas ao aumento do efetivo nas ruas. A proposta de terceirização do serviço foi debatida durante reunião do Condesb, na terça-feira, 22, na sede da Agem, em Santos. O pedido partiu do coronel Ricardo Ferreira de Jesus, comandante do Policiamento do Interior, o CPI6. Atualmente, cerca 130 policiais dividem-se em cinco turnos para realizar o serviço diário de atendimento para toda Baixada Santista e Vale do Ribeira, no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que fica na sede do CPI-6, na Ponta da Praia. Para o coronel Ricardo, isso prejudica o efetivo do patrulhamento, uma vez que há perda de homens no serviço ativo, em detrimento do interno. “A função básica constitucional da PM é ostensiva preventiva, ou seja, o patrulhamento nas ruas. A terceirização auxiliaria o serviço não-operacional, o serviço administrativo”, explicou o comandante. O coronel Ricardo lembrou que o serviço já é terceirizado no Copom da capital. “Esse atendimento é feito por uma empresa especializada, com atendentes civis e recebem mais de 45 mil ligações por dia”. Segundo o coronel, o serviço terceirizado seria, também, acompanhado por policiais militares, que poderiam auxiliar nos atendimentos, caso necessário. O despacho da viatura também será feito pela polícia. O Copom da região atende em média cinco mil ligações diárias, mas o chefe de operações da central de atendimento, tenente Daniel Marques, explicou que essas ligações podem oscilar a até oito mil em períodos sazonais, como feriados prolongados. Disse ele: “Nem todas as ligações são ocorrências; 80% das chamadas são orientações, encaminhamento para o 192 ou 193, pedidos de socorro ou acidentes domésticos. Apenas 15% das chamadas são ocorrências, o restante é trote”. Para trabalhar na central, os policiais realizam um curso de capacitação e aprendem a usar diversos sistemas para localizar e auxiliar quem está no outro lado da linha.

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