Secretário de Saúde justifica falta de medicamentos em UBSs

Costa Norte
Publicado em 30/06/2017, às 08h57 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h02

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Jurandyr culpa falha humana como uma das causas para o desabastecimento de remédios básicos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

Nos meses de maio e junho, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que buscaram remédios básicos na rede municipal, tiveram dificuldades. O secretário da pasta, Jurandyr Teixeira das Neves, afirmou não haver falta de medicamentos, mas uma falha no abastecimento em Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

Em enquete na página do Sistema Costa Norte, no Facebook, os seguidores informaram alguns medicamentos que procuraram nas UBSs e não encontraram. Segundo apontaram, faltavam, entre outros, remédios para tratamento do diabetes, hipertensão e até antibiótico. Na lista dos medicamentos estavam: vasodipina; ácido fólico para gestantes; venalot; insulina (Lantus e Novorapid); fitas para medidor de glicose; glibenclamida; diprofeno; digoxina; prolopa; metformina; amoxicilina; theoderm; salbutamol; vitamina para bebês; e captopril.

Segundo informou Jurandyr, o controle é realizado por meio de um programa que alerta a proximidade do fim do estoque, no mínimo, 45 dias antes do fim. No entanto, houve falha humana. Outro motivo apontado pelo secretário foi a deficiência no envio de medicamentos pela Fundação para o Remédio Popular (Furp). “A Furp deixou de entregar em torno de 100 itens. Falou que não iria entregar,  que não tinha condições de entregar. Daí você tem uma demanda previsível de entrega do estado e tem que sair correndo para comprar, por exemplo, amoxicilina [antibiótico]”. Outros remédios entregues pela Furp, segundo informou, são a digoxina (para problemas cardíacos) e o captopril (para hipertensão e insuficiência cardíaca), sendo este último comprado em parte pela municipalidade devido à demanda.

Judandyr esclareceu também que uma falha no registro do sistema prejudica todo o processo de manutenção do estoque. Ele disse: “Eu tenho um processo de compra e, normalmente, são atas de registro de preços, que são mais baratas, e eu não preciso empenhar o dinheiro da secretaria. Eu abro uma ata e vou comprar naquela ata, mas, para isso, eu preciso saber qual o tamanho desse estoque e qual o tempo que demora ainda para terminar. Se eu não tiver essa informação, eu não compro, achando que o estoque dá”.

Segundo ele, o ‘desequilíbrio’ na destinação e manutenção dos estoques das UBSs não durou muito tempo e o abastecimento foi normalizado, conforme destacou: “Agora, estou com eles todos equilibrados. Eventualmente, faltar uma coisa ou outra, filha, não tem como”.

Medicamentos

De acordo com o secretário, o desabastecimento nas unidades durou no máximo dois dias, no entanto, a redação teve a comprovação da falta de medicamentos básicos, para hipertensão e diabetes, por mais de uma semana na UBS Central. Ante a afirmação, Jurandyr  comprometeu-se em  verificar o caso.

Uma leitora, que não quis se identificar, informou que, ao procurar medicamentos para o tratamento da hipertensão e do diabetes, em 12 de maio, na UBS Central, estes não foram fornecidos. A orientação no local foi que ela retornasse no dia 12 de junho, data em que, novamente, não conseguiu os remédios de uso contínuo. Após vários retornos à farmácia da unidade, só conseguiu os comprimidos no dia 28 de junho e, mesmo assim, um dos medicamentos para o diabetes não foi entregue na quantidade prescrita.

Procurada para comentar as afirmações do secretário, a Furp informou que, “com relação aos medicamentos citados digoxina, amoxicilina e captopril, apenas a entrega da amoxicilina sofreu intercorrências, porém, com previsão de entrega para o início do mês de julho. Os demais foram entregues conforme solicitado. Com relação ao planejamento e quantitativo da grade de medicamentos, os mesmos são definidos pelas prefeituras e secretarias municipais de saúde”.

Bertioga

Mayumi Kitamura

Foto: JCN

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