Satélite construído por alunos será destaque em Semana de Engenharia Aeronáutica da USP

Costa Norte
Publicado em 19/08/2011, às 07h34 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h21

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O professor de Matemática, Cândido Moura, da EM Tancredo de Almeida Neves, em Ubatuba, participará neste mês da VIII SEA USP - Semana de Engenharia Aeronáutica da Universidade. A organização do evento convidou o professor para expor o seu trabalho sobre o projeto UbatubaSat, a construção de um satélite artificial por alunos na faixa etária de 10 a 11 anos. “Confesso que fiquei surpreso com o convite, afinal trata-se da maior universidade brasileira em pesquisa científica no Brasil. Apresentarei o nosso projeto e espero que nossa experiência contribua bastante para os presentes”, disse Moura. Em junho, o professor esteve em Okinawa, no Japão, participando como palestrante do ISTS (International Symposium on Space Technology and Science). Candido apresentou o artigo científico ‘Space Education and Public Outreach for Aerospace Engineering in a Brazilian Perspective’ (Espaço de Educação e Sensibilização do público para a Engenharia Aeroespacial, em uma perspectiva brasileira), que conta a história da experiência em construir um satélite com crianças.

Tancredo 1 é o nome do satélite que está sendo construído pelos alunos da escola Tancredo Neves. A equipe que trabalha na construção do satélite envolve cinco professores das disciplinas de matemática e ciências. O projeto é desenvolvido no laboratório de ciências da própria escola, onde os alunos hoje trabalham na construção de placas, soldagem e programação dos quatro circuitos que irão controlar o satélite. O Tancredo 1 pesa 750 gramas, tem 8,9 cm de diâmetro e 12,7 de altura. É composto de quatro placas de circuito impresso, uma delas com antena de recepção e transmissão, outra com controle de energia elétrica, outra com computador de bordo e a outra com transmissor/receptor. Após a conclusão dos trabalhos, o satélite será enviado para a Interorbital System, na Califórnia, que fará o lançamento a uma órbita de 300 quilômetros de altitude. O satélite, que será lançado ainda este ano, deverá permanecer no espaço por no máximo 90 dias. (Fonte: Assessoria de Comunicação/PMU)

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