Levantamento do Instituto Trata Brasil utilizou como base os dados de 2017 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento

Santos está no segundo lugar no ranking entre as 100 maiores cidades do país quanto aos indicadores de saneamento. O levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil utilizou dados de 2017 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).
Ainda, segundo o estudo, entre os 10 municípios melhores colocados, a Sabesp é responsável pelos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de três, inclusive do primeiro colocado, Franca.
O diretor de Sistemas Regionais da Sabesp, Ricardo Borsari, comentou: “Manter-se no topo do ranking só é possível com esforços contínuos. O resultado alcançado foi com o trabalho focado em três grandes pilares: Planejamento de longo prazo; Gestão eficiente, ética e eficaz; Investimentos permanentes, que permitem prestar serviços de excelência à população e caminhar com o objetivo de universalizar o saneamento no estado de São Paulo”.
A companhia explica que ambas, Franca e Santos, possuem indicadores similares, com a cobertura universalizada das redes de água e de coleta e tratamento dos esgotos.
A capital de São Paulo é a segunda mais bem posicionada no ranking entre as capitais (só perde para Curitiba, cidade menor e mais jovem) e a 16ª cidade brasileira.
Investimentos contínuos
Considerada uma das maiores empresas de saneamento do mundo em população atendida, a Sabesp investe quase 31% do que é aplicado no setor. Como a Companhia atende 13% da população, o investimento per capita ultrapassa a média do restante do Brasil.
Somente em 2017, dos quase R$ 11 bilhões investidos no país, cerca de R$ 3,4 bi vieram da Sabesp. Em 2018, a Companhia aplicou quase R$ 4,2 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão na capital. Segundo a companhia, todo o investimento vem da tarifa.
A companhia planeja destinar, até 2023, R$ 18,7 bilhões entre R$ 7,75 bi em água e R$ 10,96 bi na coleta e tratamento de esgoto.
Santos
A Sabesp informou que os índices santistas encontram-se consolidados como reflexo da universalização da cobertura dos sistemas de saneamento.
A cidade se mantém entre as melhores posições do ranking desde as primeiras divulgações do Instituto. Entre 2007 e 2017, foram investidos quase R$ 490 milhões no município mais populoso da região metropolitana da Baixada Santista. E apenas em 2018 foram R$ 20 milhões.
Destacam-se três fases do saneamento em Santos: a primeira a partir de 1900, com o projeto elaborado pelo engenheiro Saturnino de Brito, Patrono da Engenharia Sanitária brasileira. A segunda, na década de 60 e 70, com entrega da estação de tratamento de água (ETA) Cubatão - maior estação de todo interior e litoral paulista -, construção do reservatório-túnel Santa Tereza/Voturuá – maior reservatório de água tratada cravado em rocha do hemisfério sul – e implantação do interceptor oceânico e do emissário submarino ao sistema de esgoto. E sua terceira fase está marcada pelo Programa Onda Limpa, que entre 2009 e 2010 entregou em Santos o prolongamento do emissário submarino e uma nova estação com o dobro da capacidade de tratamento dos esgotos gerados na área insular de Santos e São Vicente.