
Realizada na noite da última segunda-feira, na Marina Capital, no Indaiá, a terceira roda de conversa sobre o Plano Diretor Participativo de Bertioga teve a presença de cerca de 40 pessoas, entre representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bertioga, funcionários da Diretoria de Operações Ambientais (DOA) e de outros setores da prefeitura, empresários e moradores da chamada região média de Bertioga. A exemplo das duas rodas de conversa anteriores, nas regiões sul e centro, Luiz Alcino de Carvalho, secretário municipal de Planejamento Urbano, fez uma apresentação didática sobre o que é e como se faz um plano diretor.
“O objetivo das rodas de conversa é convidar a população a participar do processo de elaboração do Plano Diretor. Precisamos de uma ampla discussão democrática. A ideia é que os munícipes participem do processo desde o início, para criarmos esse conjunto de leis tão importante para o futuro de Bertioga de forma contínua e coletiva. Depois, iremos para a etapa de leitura da cidade, para as audiências públicas que discutirão os problemas do município, como a população o vê e como deseja que ela se desenvolva”, diz o secretário.
No debate posterior à apresentação, predominaram queixas de alguns participantes relativas ao pequeno número de pessoas que comparecem às rodas de conversa, e críticas ao que qualificaram como pouca divulgação. Ficou evidente certa ansiedade em se partir para a discussão dos problemas da cidade, prevista para a etapa que tomará todo o primeiro semestre de 2018, denotando resquícios da experiência traumática da tentativa de revisão do Plano Diretor, que acabou cancelada em 2015.
Alcino explicou que as pequenas matérias publicadas no Boletim Oficial do Município (BOM) serão reunidas em uma cartilha a ser distribuída à população, e pediu a colaboração dos participantes na divulgação: “Vamos ampliar os mecanismos de comunicação, mas sabemos que a melhor propaganda que temos é a multiplicação de informações. A população precisa começar a se empoderar desse processo e dividir com as outras pessoas que está sendo construído um projeto democrático. Para conseguir adesão da comunidade de forma representativa, é importante que as pessoas, no seu dia a dia, comecem a divulgar isso, para que a comunidade se interesse e entenda o que está sendo desenvolvido”.
Ainda assim, ele identifica evolução no processo de envolvimento da comunidade. “Quando iniciamos as rodas de conversa, sentimos um desconforto muito forte das pessoas em relação a como foi conduzido o processo no passado. Tentamos, de maneira diferente do que foi feito, colocar o maior número possível de instrumentos de participação popular, para que não tenhamos o mesmo equívoco do passado. Esperamos que, através desta gestão democrática, as pessoa sintam-se mais confiantes e motivadas para participar”, afirma Alcino.
A quarta e última roda de conversa, abrangendo a região norte, será realizada em 13 de novembro, a próxima segunda-feira, às 18 horas, no Espaço Cidadão Boraceia. O seminário Plano Diretor Participativo de Bertioga, que encerrará esta primeira etapa, está agendado para 29 de novembro, no Sesc, a partir das 9 horas, e será aberto ao público, que poderá se credenciar na entrada.
Estela Craveiro
foto: Diego Bachiéga/PMB