A prefeitura de Bertioga emitiu intimação dando 48 horas de prazo para os permissionários saírem após receber a ordem da diretoria de abastecimento

As férias de julho começaram de forma negativa para os cinco permissionários que mantêm quiosques na orla do Jardim Rio da Praia, com a chegada de intimação da diretoria de abastecimento da Secretaria de Administração e Finanças de Bertioga para que desocupem as instalações e retirem seus pertences em 48 horas a partir da assinatura de recepção do documento.
A intimação foi expedida em 26 de junho e explica que a medida decorre da ordem de serviço para a reurbanização da orla da praia do bairro que a Secretaria de Obras e Habitação emitiu em 21 de junho.
Procurados pela reportagem do Costa Norte na tarde de sábado, 30 de junho, alguns proprietários de quiosques concordaram em falar sobre a questão, mas sem se identificar, pois pretendem conversar com a diretoria de abastecimento na segunda-feira, 2 de julho. A ideia é tentar encontrar uma solução que não tire deles a maneira que têm para ganhar o pão de cada dia .
Um dos permissionários recebeu a intimação na tarde de sexta-feira, 29, mas, enquanto preparava uma porção de peixe para atender a uma das mesas, disse não ter noção do que fazer ou para onde ir, e que não teria condições de desocupar o espaço até este domingo, 1° de julho. Comentou que no ano passado foi feito um cadastro pela prefeitura, que nada foi informado sobre desocupação, mas que, neste ano, pararam de chegar os boletos de tributos que pagavam ao município.
Outro disse que, na realidade, já esperava que um dia isso fosse acontecer, desde quando quiosques similares foram eliminados da praia da Enseada, em que o Rio da Praia se insere, para a urbanização do trecho entre a Vila e o vizinho Maitinga. Lá, a solução foi transformar os donos de quiosques em proprietários de carrinhos localizados na areia da praia, mais ou menos onde ficavam seus quiosques anteriormente.
Os proprietários dos quiosques do Rio da Praia avaliam que talvez essa seja uma solução salvadora para eles, que mantêm, cada um, de dez a 12 empregos na temporada, cerca de quatro no resto do ano, em que costumam abrir mais aos fins de semana, e um pouco mais nas férias escolares de julho.
Por mais que alguns esperassem a ordem para saída, e que não tenham recebido alvará de funcionamento para 2018, eles dizem que não imaginavam que ela viria tão repentinamente e com prazo tão curto para desocupação. “Achava que iriam nos dar pelo menos uns seis meses”, disse um dos permissionários. Eles também se mobilizam em busca do apoio de vereadores, mas não quiseram informar nada a respeito disso.