quatro

Quatro são presos em nova etapa da Operação Raio-X


MPSP
Publicado em 03/07/2021, às 12h45 - Atualizado às 12h48

FacebookTwitterWhatsApp

Reprodução/MPSP
Reprodução/MPSP


Na manhã deste sábado (3/7), foi deflagrada mais uma fase da Operação Raio-X, que teve início no ano passado e resultou na desarticuação de uma organização criminosa que desviava dinheiro público da área da saúde, por meio de vários contratos de serviços não prestados e superfaturados, em plena pandemia do novo coronavírus. A pedido da Promotoria de Carapicuíba, que ofereceu denúncia contra 14 pessoas pelo desvio de mais de R$ 10 milhões do Hospital Geral e do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) da cidade entre dezembro de 2018 e setembro de 2020, foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela Justiça contra Regis Pauleti, Fernando Rodrigues de Carvalho, Arthur Leal e Eloizio Durães. Cleudson Garcia Montali, que recentemente tentou ludibriar o Supremo Tribunal Federal apresentando laudos médicos falsos para obter a liberdade, Marcio Takashi Alexandre e Lucirene do Rocio Guandeline, que já se encontram detidos respondendo a outros processos originados pelas investigações do Grupo de Atuaçao Especial de Combae ao Crime Organizado (Gaeco), também tiveram a prisão decretada.

Para dar cumprimento aos mandados de prisão, bem como aos de busca e apreensão, os agentes públicos mobilizaram-se em Agudos, São Paulo e Curitiba, onde houve reforço de uma equipe de 30 policiais do DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) da Região de Araçatuba. Ocorreu a apreensão de documentos, eletrônicos, valores em dinheiro e bens.     

Na denúncia, a Promotoria demonstra como cada um dos réus concorreu para que houvesse a prática de crimes tipificados como organização criminosa, preculato e lavagem de dinheiro. Os réus que responderão ao processo em liberdade estão proibidos de acessar sedes ou filiais de pessoas jurídicas que prestam serviços do Poder Público, ausentar-se na comarca de domicílio por mais de 10 dias sem autorização, manter contato com as testemunhas do processo e exercer função pública ou atividades em pessoas jurídicas contratadas pelo administração pública. Todos os denunciados já respondem a ação civil pública pelos mesmos fatos e tiveram seus bens declarados indisponíveis.  



De acordo com o que foi apurado pela Promotoria, Cleudson liderava o esquema. Regis e Fernando eram diretores do Hospital Geral de Carapicuíba e responsáveis diretos pelos contratos que justificavam formalmente a saída do dinheiro dos cofres públicos; Arthur e Eloizios, empresários, recebiam dinheiro desviado e devolviam parte para integrantes da organização criminosa; Marcio Alexandre repassava ordens de Cleudson, cobrava e exigia execução de tarefas dos demais membros. Ele ainda figurou como motorista “fantasma” do hospital. Lucirene abriu empresas especificamente para os desvios, sacava em dinheiro o produto do crime e distribuía entre os demais membros da organização criminosa.

A investigação ainda prossegue quanto a outros contratos suspeitos e pessoas envolvidas.

Fonte: MPSP



Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!