ENERGIA SOLAR

Quarenta escolas estaduais do litoral de SP recebem usinas solares

Investimento da concessionária Neoenergia Elektro beneficiará 29 mil estudantes e professores, em 12 cidades da Baixada Santista e litorais norte e sul paulistas


Redação
Publicado em 19/08/2026, às 15h54

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A imagem apresenta uma vista em plano aproximado de um conjunto de painéis solares
Painéis solares instalados nas unidades estaduais reduzem custos e promovem a sustentabilidade - Imagem: Michael Pointner/Pixabay


Quarenta escolas estaduais do litoral de São Paulo produzirão a própria energia a partir de usinas solares, em projeto que conta com investimento estimado em R$6 milhões da concessionária Neoenergia Elektro.

A iniciativa integra um convênio do governo do estado, firmado em fevereiro deste ano, por meio das Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) e de Educação (Seduc).

O acordo prevê a geração de 1,7 GWh por ano e o plano de trabalho começou nos últimos dias. A ação faz parte do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e inclui diagnósticos completos nas unidades e a modernização dos sistemas de iluminação.



O principal objetivo é a instalação de usinas solares fotovoltaicas com 1,3 MW de potência instalada. A geração anual atende a cerca de 75% da demanda elétrica das escolas contempladas, o equivalente ao consumo de 770 residências.

A medida beneficia diretamente 29 mil estudantes, professores e funcionários em 12 municípios: Bertioga;Guarujá;Ilhabela;Itanhaém; Mongaguá;Peruíbe;Praia Grande; Ubatuba; Cananeia; Ilha Comprida; Iguape e Registro.

A demanda por energia elétrica nas escolas estaduais cresceu em virtude da instalação e do uso de aparelhos de ar-condicionado. A secretária da Semil, Natália Resende, explicou a importância da transição do modelo. “Em São Paulo, mais de 95% da energia elétrica que geramos já é renovável. Esse projeto está alinhado com a estratégia climática do estado, que inclui a expansão da geração local de energia limpa. Como parte das escolas tem um perfil de consumo predominantemente diurno, a geração solar é especialmente adequada”, afirmou.



O secretário da Educação do estado de São Paulo, Renato Feder, destacou o viés educativo e ambiental da ação para a comunidade escolar. “Levar energia solar para nossas escolas é unir eficiência, economia e educação ambiental. Além de reduzir custos, o projeto transforma as unidades em espaços de inovação e sustentabilidade, aproximando os estudantes e suas famílias dos desafios e das oportunidades de um futuro mais sustentável”, disse.

Para a vice-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, a medida gera benefícios concretos de longo prazo para a sociedade. “A instalação das usinas solares fotovoltaicas em 40 escolas públicas transforma a transição energética em um benefício concreto para a população”, pontuou.

Expansão do programa nos municípios 

Além das escolas, o governo de São Paulo avança com o programa de energia solar para os municípios. No início de julho, o estado divulgou a lista de 214 cidades classificadas para projetos em prefeituras paulistas.



O apoio financeiro inicial conta com R$5 milhões do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop) e busca promover a sustentabilidade climática em todo o território.

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