OPINIÃO 2.0

Qual a sua opinião sobre distribuir marmitas para os moradores de rua?

O pastor Michel Apolinário participou do Opinião 2.0 e detalhou o projeto ‘Leve Esperança’ da Igreja Batista de Bertioga


Alê Morales
Publicado em 17/07/2019, às 11h49 - Atualizado em 23/08/2020, às 19h49

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Pastor Michel apolinário da 1ª Igreja Batista de Bertioga participou do programa Opinião 2.0 - TV Costa Norte
Pastor Michel apolinário da 1ª Igreja Batista de Bertioga participou do programa Opinião 2.0 - TV Costa Norte


A notícia da morte de um morador de rua por suspeita de overdose de álcool ou envenenamento na cidade de Colatina (ES) repercutiu pelo drama humano e pela fotografia que circula pela web dos vários homens deitados na praça, entre eles o morto.

Este tipo de imagem tem se tornado corriqueira em muitas cidades do Brasil e os motivos para o aumento da população de rua são os mais variados, que vão da dependência química, as mais comuns o crack e o alcoolismo, egressos do sistema penal, doenças mentais, problemas sociais entre outros.

Os municípios e estados tem tentado se estruturar em equipes técnicas compostas por psicólogos, assistentes sociais, oscips, ong´s, são criados abrigos, albergues e outras políticas públicas no sentido de ‘recuperar’ e ‘ressocializar’ esses seres humanos, um trabalho quase inglório, com muitas barreiras jurídicas e com um desafio polêmico, quando a caridade, na opinião destes técnicos, se transforma num obstáculo para ‘interromper’ ‘romper’ o vínculo desses seres humanos com a rua, que seria, a distribuição de alimentos por parte de igrejas, entidades, associações religiosas ou benemerentes em locais públicos ou marquises de empresas.



O pastor Michel Apolinário da 1ª Igreja Batista de Bertioga participou do programa Opinião 2.0 da TV Costa Norte e detalhou o projeto “Leve esperança” que todas as quintas feiras reúne voluntários que distribuem cerca de 60 marmitex às quintas a noite em Bertioga.

Michel explicou que não concorda que distribuir esses alimentos aumenta ou diminui a quantidade dessas pessoas pelas ruas: “Ninguém quer estar e morar na rua” e que através da abordagem a igreja tenta estabelecer um vínculo de confiança para que aí sim, se proceda a retirada em definitivo dessa pessoa da situação de mendicância e citou o projeto Cristolandia da Igreja Batista (uma referencia ao termo cracolandia) que se tratam de espaços terapêuticos para receber essa população.

O pastor defendeu as pessoas que fazem caridade (independente da matiz religiosa)  e rebateu as críticas dos que recriminam a distribuição de alimentos: “A nossa igreja já foi arrombada 5 vezes. A gente sente na pele e sabe que ‘eles’ por vezes levam transtorno e sujeira para comércios onde se abrigam, mas não vamos ajudar? Tem gente que critica a nossa ação. A gente não deve ajudar porque eles não merecem? A mendicância sempre existiu e sempre existirá. Se pararmos de distribuir alimentos ela não vai desaparecer. 



Assista a entrevista do Pastor Michel na íntegra no programa Opinião 2.0 e dê a sua opinião:

Imagem acervo site



O programa Opinião vai ao ar de segunda a sexta, ao vivo, das 12h às 13h na TV Costa Norte 48.1 digital, canal 15 da NET, Rádio Praia FM 106,1 e nos canais do Youtube e Facebook do Sistema Costa Norte de Comunicação.

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