Gesto simples com a mão permite que a vítima peça socorro de forma silenciosa, em bares e restaurantes

O governo de São Paulo iniciou, na quinta-feira (20), a ação SP Por Todas: 21 Dias por Elas, de conscientização para prevenir e combater a violência contra as mulheres, que segue até 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.
A iniciativa destaca o Protocolo Não se Cale, política pública que transforma espaços de lazer em redes de proteção, ao ensinar um gesto simples que pode salvar vidas.
O sinal universal de socorro permite que a vítima peça ajuda de forma discreta e silenciosa. O gesto consiste em dobrar o polegar na palma da mão e fechar os outros dedos sobre ele, como se estivesse "aprisionando" o polegar.
Ao identificar o sinal inspirado no movimento internacional #SignalForHelp, ou receber um pedido verbal, os funcionários capacitados devem agir imediatamente. O protocolo padroniza o atendimento para evitar improvisos.
O funcionário deve retirar a vítima do alcance do agressor e levá-la para uma sala reservada e segura. Se necessário, o estabelecimento oferece acompanhamento até o transporte, ou aguarda a chegada da polícia e do socorro médico.
O curso do Protocolo Não se Cale é gratuito, on-line e tem carga horária de 15 horas, sendo ofertado em parceria com o Procon-SP e a Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo).
O conteúdo ensina a identificar comportamentos de risco e a preservar provas, como imagens de câmeras de segurança.
Mais de 127 mil profissionais se inscreveram no curso, e 83 mil já concluíram a formação, estando aptos a atuar. O Procon-SP já orientou cerca de 5 mil estabelecimentos em 290 cidades, sobre a obrigatoriedade de capacitar equipes e afixar cartazes visíveis sobre a lei.
Em 2025, a rede de proteção ultrapassou as fronteiras do lazer noturno. Uma parceria com o Conselho Regional de Educação Física (CREF) leva treinamento para as academias, ambientes onde o contato físico também pode gerar situações de importunação.