Caio Matheus aceitou conversar com funcionários públicos e vereadores para discutir revisão salarial

Para tratar do reajuste salarial dos funcionários públicos bertioguenses, no fim da tarde de sexta-feira, 18, o prefeito Caio Matheus reuniu-se, em seu gabinete, no paço municipal, com representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bertioga, diversos funcionários da prefeitura, representantes do Sindicato dos Professores de Escolas Públicas Municipais de Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba (Siproem), com sete dos nove vereadores de Bertioga, e com Roberto Cassiano Guedes, secretário municipal de Administração e Finanças.
Ney Lyra (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Bertioga, presente ao encontro, conta que o prefeito comprometeu-se em reavaliar a situação com Cassiano e apresentar uma nova proposta de reajuste salarial aos servidores públicos, incluindo os professores da rede municipal, na próxima semana: “A reunião durou uma hora e meia e foi muito positiva. Ele quis ouvir todo mundo. É a primeira vez na história de Bertioga que isso acontece”. Só não estiveram na reunião os vereadores Eduardo Pereira (SD) e Dr. Arnaldo (PV).
O encontro dos servidores com Caio Matheus encerrou uma semana movimentada, na qual a Câmara Municipal negou pedido de tramitação em regime de urgência especial para os projetos de lei número 016/2018, do Executivo, que estabelece em 2,84% o reajuste salarial dos servidores, e número 017/2018, que define o mesmo percentual para a revisão dos salários do prefeito Caio Matheus, do vice-prefeito Marcelo Vilares e dos secretários municipais. Com isso, os projetos passaram a tramitar em regime normal, que tem prazos previstos entre três e seis meses para ser analisados pelas comissões de Justiça e Redação e de Finanças e Orçamentos.
Mas, agora, com a proposta que o prefeito deve apresentar, novos projetos de lei terão que ser enviados pelo Executivo ao Legislativo, tanto para definir a revisão salarial dos servidores quanto do prefeito, do vice e dos secretários municipais. Entretanto, dificilmente esses projetos entrarão na pauta da sessão da Câmara na próxima terça-feira, 22. Para isso, teriam que ser protocolados na casa legislativa até as 17h30 da segunda-feira, 21. “Não acredito que dê tempo”, comenta Ney Lyra.
As reivindicações iniciais do Sindicato dos Servidores, enviadas à Secretaria de Administração e Finanças, em 21 de fevereiro, eram correção inflacionária de 2,84%, conforme o IPCA do período; correções de 3%, referente ao aumento da contribuição previdenciária, e de 2%, referente ao aumento de participação no plano de saúde; 2% de ganho real; reajuste do valor do cartão alimentação para o valor de R$ 654,97; regulamentação da diária de deslocamento para fora do município; e modificação e regulamentação do artigo 52 do estatuto dos servidores, referente à média de horas extras na incidência da gratificação natalina.
Na quinta-feira, 16 de maio, em assembleia anteriormente agendada, os servidores reformularam suas reivindicações, propondo que o reajuste fosse composto por 2,84% de IPCA, mais 2%, relativos à perda de poder aquisitivo nos 12 meses anteriores à data base, e mais 3,5% relativos a perdas salariais não repostas em 2017, totalizando reajuste salarial de 8,34%, além do reajuste do valor do cartão alimentação de pouco mais de R$ 150 para R$ 200.
Até o fechamento da edição impressa do jornal Costa Norte de 19 de maio, a reportagem tentou contato com Jorge Guimarães dos Santos, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bertioga, mas não obteve retorno.