ALERTA

Por que deixar o Wi-Fi do celular sempre ligado pode ser um risco

Agências internacionais de cibersegurança divulgaram comunicados nos últimos meses com alertas sobre os perigos; veja como se prevenir


Redação
Publicado em 12/02/2026, às 11h11

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Por que deixar o Wi-Fi do celular sempre ligado pode ser um risco
Uma das orientações é reforçar a proteção com uma VPN (rede privada virtual) - Reprodução/Freepik


Manter o Wi-Fi do celular ligado o tempo todo é um hábito comum, porém arriscado. De acordo com especialistas em segurança digital, essa prática aumenta a vulnerabilidade do aparelho a ataques.

Nos últimos meses, agências internacionais de cibersegurança, como a CERT-FR (equipe francesa de resposta a emergências informáticas) e a Cisa (Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, dos Estados Unidos), divulgaram comunicados sobre os riscos. 

Efeitos

Entre as consequências estão a instalação de malwares, interceptação de senhas e acesso a dados sensíveis. Vulnerabilidade pode aumentar no uso de redes públicas, que podem ter menos proteção e criptografia em relação às redes privadas.



Em ambientes de grande circulação de pessoas, como shoppings, bares, aeroportos e praças, cibercriminosos podem se aproveitar dessas conexões abertas para espalhar malwares, captar informações pessoais e até comprometer o funcionamento do aparelho.

Mesmo que o usuário não chegue a se conectar a uma rede pública, o risco continua existindo: com o Wi-Fi ligado, o celular fica o tempo todo procurando redes disponíveis e, nesse processo, transmite dados como modelo do dispositivo e localização aproximada, que podem ser interceptados.

Outra frente de cuidado está nos pontos públicos de carregamento via USB, como totens em shoppings, aeroportos e rodoviárias. Especialistas lembram que essas portas podem ser manipuladas por invasores para acessar dados dos aparelhos conectados.



Ataques ATIM

A CERT-FR também chama atenção para os chamados ataques AITM (Adversary in the middle – adversário no meio do caminho, em português), quando o invasor se coloca entre o ponto de acesso Wi-Fi e o dispositivo da vítima. Dessa forma, ele consegue monitorar, alterar, ou redirecionar o tráfego de dados.

Redes, especialmente as públicas e inseguras, podem ter vulnerabilidades, ou falhas de configuração, que as deixam expostas a ataques AITM”, alerta a agência francesa.

Como se proteger

Recomendação dos especialistas é simples: desligar o Wi-Fi ao sair de casa e só ativá-lo novamente em ambientes com redes conhecidas e confiáveis. Basta acessar o painel de controle do celular e desmarcar o ícone da conexão sem fio.

Caso seja realmente necessário usar uma rede pública, a orientação é reforçar a proteção com uma VPN (rede privada virtual), que ajuda a mascarar o endereço IP e criptografar os dados de navegação.



No caso de carregar o telefone, a recomendação é priorizar carregadores portáteis (power banks), utilizar o carregador próprio conectado à tomada ou, no mínimo, contar com ferramentas adicionais de proteção no celular, como antivírus e recursos de segurança do próprio sistema operacional.

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