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População em situação de rua no Brasil ultrapassa 358 mil pessoas

Levantamento da UFMG mostra que mais da metade vive no Sudeste; São Paulo concentra 99 mil, na capital, e cerca de 150 mil em todo o estado


Redação
Publicado em 02/11/2025, às 11h54

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População em situação de rua no Brasil ultrapassa 358 mil pessoas
Dado é considerado alarmante pelos pesquisadores - Antônio Cruz/Agência Brasil


A população em situação de rua, no Brasil, chegou a 358.553 pessoas em outubro, segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O número foi calculado com base nos registros do CadÚnico, sistema nacional de assistência social alimentado por dados dos municípios.

A pesquisa aponta predominância na região Sudeste, que concentra quase 60% do total. O estado de São Paulo lidera com 148.730 pessoas vivendo nas ruas, das quais 99.477 estão na capital. Em seguida, aparecem o Rio de Janeiro, com 33.081 pessoas, e Minas Gerais, com 32.685.



No Sul do país, os números também chamam atenção: Paraná (17.091); Rio Grande do Sul (15.906) e Santa Catarina (11.805). No Nordeste, a Bahia (16.603) e o Ceará (13.625) figuram entre os estados com mais registros. O destaque, porém, está em Roraima, que soma 9.954 pessoas em situação de rua — número superior ao do Distrito Federal, Pernambuco e Amazonas.

O dado é considerado alarmante pelos pesquisadores. Em 2018, a capital roraimense, Boa Vista, tinha pouco mais de mil pessoas vivendo nas ruas. O salto para quase dez mil representa um crescimento dez vezes maior, muito acima da média nacional, que passou de 138 mil para 358 mil no mesmo período. Em comparação, São Paulo teve aumento de cerca de 39 mil para 100 mil pessoas.

“O descumprimento da Constituição Federal de 1988, com as pessoas em situação de rua, continua no Brasil, com pouquíssimos avanços na garantia de direitos dessa população, majoritariamente negra e historicamente tão vulnerabilizada”, afirmou o Observatório, em nota.



O grupo de pesquisa também destacou a falta de transparência nos dados oficiais, defendendo que as informações sobre a população em situação de rua sejam públicas, abertas e acessíveis à sociedade.

Com informações da Agência Brasil

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