
A Polícia Federal ouviu hoje (10) dois funcionários terceirizados contratados pelo Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), na zona norte do Rio de Janeiro, que pegou fogo no dia 27 de outubro . Um dos ouvidos foi a primeira pessoa a ver os sinais de fogo do incêndio, que atingiu o prédio 1 do hospital. O outro ouvido é o chefe da segurança da unidade. Os depoimentos ocorreram na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.


A PF informou que amanhã (11) estão previstos mais dois depoimentos.
EscoramentoE terminou ontem (9) o trabalho de escoramento para evitar o risco de desabamento e permitir a atuação dos peritos federais. Eles começaram nesta terça-feira (10), de forma efetiva, a busca de vestígios no local do incêndio, que teria iniciado no almoxarifado.
O prédio que pegou fogo abrigava a emergência, enfermarias, o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e o Centro de Exames de Imagem. Pouco tempo após o início do incêndio, 192 pacientes que estavam nos prédios 1 e 2 começaram a ser transferidos para outros blocos do complexo e para hospitais.
Em consequência do incêndio, cinco pessoas morreram .
Depois da interdição do prédio 1 pela Defesa Civil, o atendimento em todo o complexo foi suspenso. Os prédios 3, 4, 5 e 6 voltaram a funcionar no dia 3 para atendimento de consultas ambulatoriais, sessões de quimioterapia, entrega de medicamentos oncológicos, realização de exames laboratoriais, retirada de resultados e doação de sangue.
O prédio 2, onde está localizado o Centro de Atenção à Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente, ainda não voltou a funcionar. No local está sendo feito um trabalho de recomposição da parte elétrica, que era interligada ao prédio 1.
Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Geral