Impulsionado pelo agronegócio e extração de petróleo, indicador somou R$3,4 trilhões no período; informações foram divulgadas nesta terça-feira (1°)

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançou 0,5% no segundo trimestre de 2026 em comparação aos três primeiros meses do ano, na série com ajuste sazonal.
As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (1°). Em valores correntes, a riqueza gerada pelo país totalizou R$3,4 trilhões no período.
O crescimento da economia nacional foi liderado principalmente pelo setor agropecuário, que conseguiu compensar o ritmo mais contido em outras áreas importantes. Quando comparado ao mesmo período do ano passado, o avanço foi ainda mais expressivo, atingindo a marca de 2,0%.
Com esse resultado, o PIB acumula alta de 1,9% tanto no primeiro semestre de 2026 quanto no acumulado dos últimos 12 meses.
Sob a ótica da oferta, a Agropecuária foi o grande destaque ao registrar um salto de 2,8% frente ao trimestre anterior e expressivos 6,8% na comparação anual. O bom desempenho foi consolidado pelos ganhos de produtividade em safras fundamentais com colheita no período, como a soja, que cresceu 5,3%, e o café, com forte alta de 15,1%.
Esses desempenhos robustos foram suficientes para suplantar o impacto negativo vindo de culturas que tiveram quedas na produção, como o arroz e o algodão. Nos demais setores produtivos, o avanço trimestral foi mais tímido.
O setor de Serviços, que possui o maior peso na economia, registrou um leve crescimento de 0,2%, puxado principalmente pela expansão nas áreas de Informação e Comunicação e pelo segmento de Transporte, Armazenagem e Correio. Na análise anual, no entanto, o setor de Serviços mostra força, crescendo 1,5% com resultados positivos em absolutamente todas as suas atividades.
A Indústria, por sua vez, variou 0,1% no trimestre. Contudo, essa quase estabilidade esconde movimentos opostos em seu interior. Houve uma forte alta de 3,4% nas indústrias extrativas, fortemente motivada pelo aumento na extração de petróleo e gás.
Como contrapeso, a indústria de transformação, a construção civil e o setor de eletricidade e saneamento amargaram leves retrações frente ao trimestre anterior.
Pelo lado da demanda, que reflete como o dinheiro está sendo alocado, o segundo trimestre de 2026 evidenciou uma mudança de comportamento. O consumo das famílias recuou 0,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, sinalizando um freio nos gastos dos lares brasileiros a curto prazo.
Em contrapartida, os investimentos produtivos — medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo — cresceram 1,2% no trimestre, encerrando uma sequência mais fraca, agora impulsionados pela importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software.
A taxa de investimento fechou o período em 16,1% do PIB. O setor público também ampliou suas despesas, com o consumo do governo avançando 0,4% frente ao primeiro trimestre.
No que diz respeito ao setor externo, o balanço trimestral mostrou que as exportações de bens e serviços caíram 0,8%, enquanto as importações subiram 1,8%. Apesar desse recuo de curto prazo nas vendas para o exterior, a análise de 12 meses mostra que as exportações seguem robustas, acumulando alta de 8,0%, puxadas principalmente pela mineração, agropecuária e produtos alimentícios.
* Com informações da Agência de Notícias do IBGE