INVESTIGAÇÃO

PF prende ‘Careca do INSS’ em ação contra descontos ilegais em aposentadorias

Ação também prendeu o empresário Maurício Camisotti e cumpre 13 mandados de busca e apreensão em SP e no Distrito Federal

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Prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes é preventiva - Reprodução/LinkedIn


A Polícia Federal prendeu, preventivamente, nesta sexta-feira (12),Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como 'Careca do INSS', durante a Operação Cambota, um desdobramento da Operação Sem Desconto.

Em nota enviada para o site G1, a defesa do empresário Maurício Camisotti disse que "não há qualquer motivo que justifique sua prisão no âmbito da operação relacionada à investigação de fraudes no INSS". Já a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes não foi localizada.

Entenda o caso

A investigação apura  esquema de descontos associativos não autorizados, em aposentadorias e pensões em todo o país. Também foi preso o empresário Maurício Camisotti. Segundo a corporação, os investigados podem responder por obstrução de investigação, ocultação de patrimônio e atuação para embaraçar as apurações.



Além das prisões, a PF cumpre 13 mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Distrito Federal. Entre os itens apreendidos, estão uma réplica de um carro de Fórmula 1 usado por Ayrton Senna na McLaren, entre 1988 e 1993, além de uma Ferrari, obras e objetos de arte.

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Entre os itens apreendidos estão uma réplica de um carro de Fórmula 1 usado por Ayrton Senna - Divulgação/Polícia Federal


Quebra de sigilo

As prisões ocorreram um dia após a CPMI do INSS aprovar cerca de 400 pedidos de informações e de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de suspeitos, incluindo 'Careca do INSS' e Maurício Camisotti.

Parlamentares também requisitaram dados de registros de entrada e saída dos investigados em órgãos públicos e documentos reunidos pelo INSS, PF e Controladoria-Geral da União (CGU).



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Operação ocorre um dia após parlamentares aprovarem pedidos de informações e quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de suspeitos - Lula Marques/Agência Brasil


Conheça o escândalo

Deflagrada em abril, a Operação Sem Desconto revelou um esquema que teria desviado cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas, entre 2019 e 2024.

À época, mais de 200 mandados judiciais foram cumpridos em vários estados e no DF, incluindo prisões temporárias, bloqueio de bens no valor de R$ 1 bilhão e afastamento de servidores públicos.

De acordo com o INSS, cerca de 1,6 milhão de beneficiários já receberam R$ 1,084 bilhão em ressarcimentos desde julho. O dinheiro para o ressarcimento veio de medida provisória e bloqueio de ativos de associações e empresas investigadas.



Os pagamentos seguem a ordem de adesão aos acordos com o INSS. Quem aderiu primeiro recebeu primeiro. A contestação dos valores pode ser feita até 14 de novembro de 2025, mas a adesão permanecerá disponível mesmo após essa data.

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Ressarcimento segue ordem de adesão aos acordos com o INSS - Divulgação/INSS

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