Cesta básica

Pesquisa aponta ligeira queda da cesta básica em janeiro no Litoral Norte

Estudo é da universidade Módulo/FASS. Em 12 meses, alta é de mais de 24%


Da redação
Publicado em 11/02/2021, às 09h48 - Atualizado às 10h01

FacebookTwitterWhatsApp



Pesquisa da cesta básica no Litoral Norte, feita pelo Centro Universitário Módulo e FASS (Faculdade São Sebastião, apontam ligeira queda de 0,49% nos preços na comparação entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano. Mas, na variação de 12 meses, houve um aumento médio de 24,2% nos ítens pesquisados. Óleo de soja, arroz, batata e carne bovina foram os grandes "vilões" dos preços. 

Faça parte do nosso grupo no WhatsApp ➤ http://bit.ly/CostaNorteAlerta  e receba matérias exclusivas. Não fique desinformado! 📲

A pesquisa utiliza metodologia similar à aplicada pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - em São Paulo para verificar os preços e as variações de 13 produtos básicos de alimentação.  O objetivo da pesquisa é identificar a variação dos preços dos produtos que compõe a Cesta Básica Alimentar nos municípios do Litoral Norte do estado de São Paulo. A coleta de preços é feita mensalmente em 12 supermercados, 3 em cada um dos municípios do Litoral Norte/SP.



Depois de cinco meses consecutivos de alta a cesta básica apresenta redução no preço médio no Litoral Norte. Os números indicam redução nos preços da cesta básica no último mês em todos os munícipios da região. A variação média da cesta nos quatro municípios no mês de janeiro de 2021 foi de – 0,49%, em relação ao mês de dezembro de 2020. Entre os municípios as variações foram semelhantes: em Caraguatatuba (- 0,98%), Ilhabela (- 0,48%), São Sebastião (- 0,41%) e Ubatuba (- 0,07%).

Dos 13 produtos pesquisados em janeiro, sete apresentaram alta nos preços e seis tiveram recuo na comparação com os preços do mês de dezembro. Os produtos que apresentaram maiores altas foram: batata (+14,12%), açúcar (+3,77%) e pão francês (+ 2,38%). Enquanto os produtos que apresentaram maiores reduções foram: tomate (-16,53%), arroz (-4,30%) e óleo de soja (-3,91%). Destaque para a grande variação nos preços do tomate e batata e, principalmente, uma mudança de tendência nos preços do óleo de soja e arroz que foram os grandes vilões da cesta básica em 2020.

A batata foi a grande vilã da cesta pelo quarto mês consecutivo, consequência de dois fatores principais: o fim da safra da seca com a consequente redução da oferta do produto e o aumento nos custos de produção com a alta dos preços dos fertilizantes e defensivos utilizados na produção. O aumento no preço do açúcar é consequência da redução da oferta do produto por conta da entressafra da cana de açúcar no Brasil e a ampliação da produção para o etanol com o aumento nos preços dos combustíveis.



Em relação aos produtos que apresentaram queda, mesmo que moderada, destaque para a redução no preço do Tomate, consequência do aumento na oferta do produto com a chegada de nova safra. A redução nos preços do óleo de soja e do arroz são consequências de um equilíbrio maior no câmbio nos últimos meses estabilizando os preços no mercado internacional, além do alinhamento dos preços, tanto no mercado interno quanto externo.

Resultados nos últimos 12 meses

A variação nos preços dos produtos da cesta básica nos últimos 12 meses exclui fatores sazonais como a alta e a baixa temporada, características dos municípios litorâneos e variações decorrentes dos períodos do ano como safra e entressafra, típicas dos produtos agropecuários.



A comparação anual aponta o aumento de preços da cesta básica no mês de janeiro de 2021 em comparação janeiro de 2020. O preço da cesta básica aumentou nos quatro municípios do Litoral Norte, em Caraguatatuba (+23,07%), Ilhabela (+25,01%), São Sebastião (+25,51%) e Ubatuba (+23,17). Nos últimos 12 meses os preços da cesta apresentaram variação muito superior em relação a prévia da inflação nacional que é Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que fechou nos últimos 12 meses (de janeiro 2020 a janeiro de 2021) com variação de 4,30%.

O preço dos alimentos aumentou seis vezes em relação a inflação oficial, com preços bem acima daqueles praticados no mercado nacional e internacional. A variação cambial teve forte influência na variação dos preços dos alimentos, principalmente produtos comercializados no mercado internacional como soja e arroz.

Nos 10 primeiros meses de 2020 a moeda brasileira apresentou uma desvalorização em relação ao dólar de 42,50%. No entanto, nos últimos dois meses do ano ocorreu uma inversão dessa tendência com a valorização da moeda nacional em 10,20%. Essa valorização da moeda nacional nos últimos dois meses pode ter contribuído para a queda nos preços do óleo de soja e arroz em janeiro de 2020.



Outros fatores como a redução da expectativa de turistas nas cidades do litoral com a piora na pandemia e o aumento das restrições das atividades comerciais pode ter contribuído para essa queda no preço média da cesta nas cidades do Litoral Norte.

O gráfico abaixo aponta a variação nos preços da cesta básica nos últimos 12 meses. Verifica-se o aumento nos preços no início da pandemia, seguida de forte redução no mês de junho e julho. O destaque é o aumento de julho a dezembro de 2020 no preço da cesta básica em 27,37%, saindo de R$ 456,63 em julho para R$ 581,59 em dezembro. No entanto, em janeiro de 2021, há uma pequena redução.



Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!