Lei municipal reconhece atividade ligada à história das comunidades caiçaras da cidade; reconhecimento foi formalizado por meio de uma lei municipal

A pesca artesanal passou a ser oficialmente reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Santos. O reconhecimento foi formalizado por meio de uma lei municipal sancionada na quarta-feira (9), durante cerimônia realizada no Salão Nobre Esmeraldo Tarquínio, no Paço Municipal.
A medida contempla os saberes, as tradições e o modo de vida das comunidades tradicionais caiçaras ligadas à atividade. Representantes de entidades e pescadores participaram da cerimônia que marcou a oficialização do reconhecimento.
De acordo com a prefeitura, a pesca artesanal mantém uma tradição de mais de 300 anos em Santos. O pescador Rogério Marcos Rocha, representante da Colônia José Bonifácio, destacou durante o evento a atuação das entidades do setor para preservar a atividade.
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Um dos pescadores mais antigos da cidade, Plínio de Castro, de 89 anos, também participou da cerimônia. Ele começou a trabalhar na pesca ainda criança, acompanhando o pai, e apresentou uma matrícula profissional com registro de 1959.
O reconhecimento também envolve diferentes gerações de pescadores. Nathan Martins Gonçalves, de 26 anos, segue a profissão do pai, Alexandre Castro, de 55, e participou da cerimônia de oficialização do patrimônio.
O projeto de lei que deu origem ao reconhecimento é de autoria do vereador Sérgio Santana e foi aprovado pela Câmara Municipal antes de ser sancionado pelo Executivo. A prefeitura também relaciona a iniciativa à preservação da identidade cultural de Santos e das comunidades que mantêm a atividade.