Padre Anchieta inspira caminhantes

Costa Norte
Publicado em 04/04/2014, às 10h47 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h29

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Estátua do jesuíta em Itanhaém

A Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo constatou que o jesuíta Padre Anchieta, canonizado pela Igreja Católica na quinta-feira, 3, tem inspirado também uma nova tendência turística: a dos caminhantes da fé. O programa Caminha São Paulo, que inclui a Rota Passos dos Jesuítas, acaba de contabilizar mais de sete mil peregrinos que já percorreram todo ou parte dos 370 quilômetros, de Peruíbe a Ubatuba, que compõem a rota. Os caminhantes se orientam pela sinalização instalada ao longo da rota e se inspiram nos passos de Anchieta, que já é considerado beato, e se tornou santo por mérito de aclamação popular, ou seja, pela sua fama de milagreiro. Anchieta nasceu nas Ilhas Canárias, na Espanha, em 1534, mas viveu a maior parte da vida no Brasil, em especial no litoral de São Paulo. Peregrino por natureza, o padre percorreu as praias do litoral paulista nas quais catequizou índios e dividiu seu conhecimento com os nativos. Ele foi responsável pelo primeiro tratado de paz entre índios e brancos nas Américas, celebrado em 14 de setembro de 1563, onde hoje fica o município de Ubatuba, na época chamado de Iperoig. Com o objetivo de enaltecer essa rota peregrina de Anchieta e dos demais missionários, a Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo criou, em 2011, o Caminha SP. O projeto foi inspirado no tradicional Caminho de Santiago de Compostela, da Espanha, e tem como objetivo destacar as rotas percorridas por esses catequizadores séculos atrás. A Rota Passos dos Jesuítas é uma homenagem aos missionários e abrange os municípios de Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá, Bertioga, São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba. Além desta, existe também a Rota Franciscana, que percorre o interior e a capital. “Nossa intenção é divulgar cada vez mais a história de fé e a importância cultural que padre Anchieta, e outros jesuítas e peregrinos, construíram em São Paulo. A rota é livre, sinalizada e passa por belas paisagens e monumentos históricos. Vamos, inclusive, aumentar o projeto, com a inauguração de outras rotas”, disse o secretário de Estado do Turismo de São Paulo Cláudio Valverde.

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