Pacientes opinam sobre atendimento após o fim da Corpore

Costa Norte
Publicado em 02/12/2016, às 15h08 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h41

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Foto: UPA

Crédito:MayumiKitamura

Bertioga MayumiKitamura

Desde o dia 1º deste mês,os serviços de saúde, antes geridos pelo Instituto Corpore, passaram a ter gestão própria. Após prorrogado, o contrato com a organização social (OS) encerrou e não há previsão de publicação de novo edital para contratação de uma nova entidade – o último chamamento públicofoi cancelado a pedido da Comissão de Saúde do município.

Na tarde de sexta-feira, 2, a espera para a principal especialidade da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), clínico geral, seguiu tranquilamente, conforme relataram os pacientes. Para a dona de casa Ana Alice Xavier dos Santos, o serviço permanece, satisfatoriamente, da mesma forma. “O atendimento está bom, cheguei aqui e foi rápido, não tinha quase ninguém, só demorei um pouco mesmo porque a pressão estava alta, então tive que ficar de molho até a pressão baixar”.

Na saída da unidade, alguns pacientes comentaram que sentiram uma melhora nos serviços com o fim da gestão Corpore. A maioria das pessoas aguardava atendimento com ortopedista que, muito bem avaliado pelos pacientes, apesar dasmuitas horas de espera, ansiava pelo atendimento. Para Maria Aparecida da Hora Branco, a demora é normal quando o médico é muito procurado. Apesar de chegar pela manhã, ela foi atendida por volta das 14 horas e comenta: “Tinha muita gente. Tem que ter paciência porque o médico é muito bom”.

Já o ambulante José Amâncio teceu reclamações quanto ao serviço de saúde do município. Com uma artéria entupida e uma cauterização para fazer, ele se queixou da espera pela cirurgia, que já soma quatro meses. “Estou correndo risco”, exaltou. Ele relatou que a Secretaria de Saúde indicou que ele passasse novamente pelocardiologista, para analisar se o seu caso é de internação imediata oupassível de medicação, a fim de aguardar até a próxima semana para o procedimento cirúrgico. Por isso, ele esperava desde as 9 horas da manhã na Unidade de Pronto Atendimento, onde realizou exames e permaneceu para avaliação do médico especialista.

Desde o dia 1º,a UPA, hospital municipal, serviço de atendimento móvel de urgência (Samu) eserviço de apoio diagnóstico e terapia (Sadt) passaram à gestão do próprio município. Em 25 de novembro, deveriam ter sido abertos os envelopes que definiriam uma nova OS para assumir os serviços, no entanto, a Comissão Municipal de Saúde contestou o fato de o edital não ter passado primeiro pelo grupo. Posteriormente, o chamamento público foi cancelado e não há qualquer previsão para publicação de novo edital.

O prefeito eleito Caio Matheus comentou que tudo caminhou para o que seu grupoentendia como a melhor solução para o momento – a gestão própria. “A direção que o atual prefeito está dando é para que chegue para a gente por gestão própria, e iniciemos o exercício de 2017 da mesma forma. A meu ver, é a principal alternativa diante da crise”.

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