Análise química do Instituto de Pesquisas Energéticas não indica presença de urânio em rocha apreendida com dois homens em Guarulhos. Dupla foi presa oferecendo quilo da rocha por mais de R$ 400.000 com suposto endosso do PCC

Sabe o suposto Urânio, supostamente do PCC? Era pirata. O material oferecido por dois homens na Região Metropolitana de São Paulo não passa de rocha comum, aponta laudo técnico do Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas) divulgado nesta quarta (13).
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Cinco dias antes, na última sexta (8), policiais do 3º DP de Guarulhos prenderam em flagrante uma dupla tentando vender um quilo da rocha. Aos policiais, os dois teriam dito que se tratava de urânio e a venda era endossada pelo PCC (Primeiro Comando da Capital).
Uma denúncia de um homem que disse trabalhar na área de metais e minerais levou a polícia aos suspeitos. Segundo a ocorrência, o homem disse à polícia que havia recebido uma proposta por mensagem de texto para comprar “material radioativo" ilegalmente por 90 mil dólares o quilo (cerca de R$ 422 mil).
Agentes da Polícia Civil foram até uma casa em Guarulhos e prenderam os dois suspeitos em flagrante. Em poder deles, havia um quilo da rocha anunciada por eles como urânio. Os dois teriam afirmado dispor de duas toneladas do material.
No entanto, segundo análises química semiquantitativa e radiométrica do Ipen, o material apreendido “não indica presença de urânio” e não oferece “qualquer ameaça à saúde”. A análise aponta que a rocha aprendida contém compostos de cálcio, ferro, potássio, alumínio e silício, “comuns em rochas e solo”.
As informações foram divulgadas pelo 3º DP de Guarulhos, por meio da SSP (Secretaria de Segurança Pública). Os laudos do Ipen serão incluídos no inquérito policial.
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