O ideal de família: Algumas reflexões acerca do bom diálogo e valores essenciais (Parte I)


Costa Norte
Publicado em 18/03/2016, às 13h14 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h05

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*Foto: Internet

Por Lucélia Terezinha Avelino

A cultura do bom entendimento, isto é, a motivação para o diálogo começa dentro do EU. E levamos este EU para inúmeros grupos sociais dos quais o primeiro deles é a família. Conhecer o significado do diálogo nos ajuda a compreender a sua finalidade e admitir sua importância para a boa convivência: o prefixo <di> pressupõe um duo/dueto, duas visões, dois lados - a raiz da palavra <logo/ logos >, significa saber, conhecimento. Então, ao dialogar, não temos o objetivo de suprimir a voz do outro e “vencê-lo” nas argumentações, mas nos propomos a ouvir sem nos defender e a falar sem subestimar a importância da outra vida que nos escuta.



A partir daí ambos buscam ceder, conceder e oferecer concessões, para que um combinado em comum possa vigorar nesta relação. Mas, será que qualquer referência do que é certo/errado; bom/mal, serve? Vejamos: é muito comum hoje em dia ouvirmos a seguinte frase: “Faltam valores nas famílias” ou “as crianças precisam de valores” e por aí vai. Mas, afinal, o que seriam estes valores ou quais valores são fundamentais para estruturar as relações em nosso lar e dentro da sociedade como um todo, permeado pelo diálogo?

Centros internacionais como, por exemplo, Brahma Kumaris, cuja finalidade é educar para a cultura de paz, desenvolveram e desenvolvem pesquisas em diversas culturas e povos para, exatamente, tentar responder a uma pergunta que, muitas vezes, já nos fizemos – qual a receita para viver bem em família? E chegaram a um rol de sentimentos e atitudes comuns, reconhecido como importante entre as mais diversas culturas e sociedades. São os chamados 12 valores universais: cooperação; liberdade; felicidade; honestidade; humildade; amor; paz; respeito; responsabilidade; simplicidade; tolerância; e unidade.

Estes valores seriam os ingredientes que, em seu dinamismo, nos auxiliariam a coabitar e estar feliz com a família que nos agrega. Na próxima edição, continuaremos nesta discussão, esmiuçando a força de crescer, na condição de pessoas, contida em cada um destes valores universais. Boa semana e até a próxima edição.



Lucélia Terezinha Avelino é psicóloga, pedagoga e funcionária pública na área da educação.

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