Primeira versão da minuta foi apresentada em audiência pública na quarta-feira, 3

A primeira versão da minuta do novo Plano Diretor de Bertioga foi apresentada em audiência pública na noite da quarta-feira, 3, no Sesc-Bertioga. A população teve a oportunidade de fazer as últimas contribuições ao projeto nesta etapa. A expectativa é que a aprovação pelos vereadores ocorra até o fim do semestre.
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De acordo com a prefeitura, o próximo passo é enviar à Procuradoria Geral do Município para analisar o texto e o processo do Plano Diretor, que posteriormente serão encaminhados à Câmara. O texto completo pode ser conferido no site da prefeitura ou na Sala do Plano Diretor, no Paço Municipal (rua Luiz Pereira de Campos, 901, Centro).
O projeto está sendo discutido desde 2017 e a revisão está próxima de ser concluída. O atual governo reiniciou os trabalhos de revisão do PD resgatando importantes dados e contribuições dos cidadãos do processo anterior, realizado entre 2013 e 2015, sem ser aprovado.
Para a diretora de Planejamento Urbano do município, Giuliana Bizzarro, a diferença agora é a participação popular e a transparência. “A discussão do governo anterior queria alterar, além do PD, as leis de Uso e Ocupação do Solo e o Código de Obras, o que levantou entre a população o receio da verticalização da cidade. Dessa vez, estamos discutindo primeiro as diretrizes para o desenvolvimento da cidade, para a partir daí discutir cada lei especifica”, explica.
O Plano Diretor é definido no Estatuto da Cidade como o instrumento básico para orientar a política de desenvolvimento e de ordenamento da expansão urbana dos municípios. A legislação vigente é de 1998 e tem oito páginas e 45 artigos. Já a minuta da revisão tem 92 páginas e 273 artigos, contemplando muito mais necessidades da cidade, que tem outra realidade duas décadas depois do primeiro documento.
A partir da contribuição da população feita nas leituras comunitárias, rodas de conversas, oficinas e durante a “Semana do Plano Diretor”, uma empresa contratada pela prefeitura compilou as diretrizes que deverão orientar o novo Plano Diretor.
Segundo Bizzarro, analisando os resultados, a população se preocupa mais com quem vive na cidade, que tem renda mensal baixa e precisa morar, trabalhar, estudar e cuidar da saúde.
“Além de desenvolver e aprimorar o turismo, o comércio, os serviços e a construção civil, a população sente necessidade de diversificação da economia, com geração de emprego e renda em novos setores. Fica clara a preocupação dos moradores com o meio ambiente, pois esse é seu maior patrimônio. A população almeja um desenvolvimento sustentável”, diz.
Para a população que participou da discussão do Plano Diretor, a cidade deve focar em:
• Melhorias e implantação do saneamento básico;
• Fortalecimento da fiscalização de invasões, de obras, de posturas, das praias e fiscalização ambiental;
• Conscientização, limpeza, educação e preservação ambiental;
• Melhorias na infraestrutura, como pavimentação, iluminação pública, drenagem (combate a enchentes) e ampliação da malha cicloviária;
• Regularização fundiária;
• Exploração do potencial turístico, com formação e capacitação da mão de obra e turismo durante o ano todo;
• Incentivo ao ecoturismo,
• Exploração do potencial náutico;
• Descentralização dos equipamentos públicos e serviços, como Saúde, Segurança, Cultura, Esporte; e ampliação de equipamentos de lazer, como praças, parques e academias ao ar livre;
• Construção de teatro municipal;
• Geração de empregos e diversificação da economia,
• Capacitação da mão de obra;
• Incentivo a projetos e iniciativas locais;
• Estímulo a projetos de economia solidária;
• Estímulo a cooperativas (artesanato/ reciclagem/fabricação de bloquetes);
• Melhorias no transporte público;
• Adequada destinação dos resíduos sólidos;
• Utilizar os recursos naturais como características do município, inclusive na realização de obras;
• Incentivo à implantação de loteamentos populares e ampliação de ZEIS (Zonas de Especial Interesse Social);
• Gestão das praias;
• Melhorias na Saúde;
• Melhorias na Segurança;
• Ampliação das avenidas marginais;
• Planejamento estratégico do território;
• Inclusão social e pertencimento da população.