Água

Movimento contra transposição do Itapanhaú terá audiência pública no dia 26

Reunião solicitada por deputados estaduais deve reunir parlamentares, prefeitos e ambientalistas em Bertioga

Estela Craveiro
Publicado em 22/03/2018, às 08h46 - Atualizado em 23/08/2020, às 16h36

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Rio Itapanhaú no cruzamento com a rodovia Rio-Santos - JCN
Rio Itapanhaú no cruzamento com a rodovia Rio-Santos - JCN

Na próxima segunda-feira, 26, às 19h, será realizada, no Espaço Cidadão do Centro, audiência pública sobre a transposição de águas da bacia do rio Itapanhaú para o Sistema Alto Tietê, solicitada pelo deputado Alencar Santana, que até 19 de março foi o líder do PT na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), em atuação conjunta com o Movimento Salve o Rio Itapanhaú, informa o historiador Cadu de Castro, um de seus líderes .

Na manhã desta quinta-feira, ele reuniu-se com o prefeito Caio Matheus (PSDB), que confirmou sua presença e de Marco Antonio Godoi, secretário do Meio Ambiente de Bertioga. Ao lado deles, devem sentar-se à mesa diretora o deputado Alencar; o deputado estadual Carlos Gianazzi (PSOL); Nilto Tatto (PT), presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal.

Os vereadores bertioguenses serão representados por Matheus Rodrigues (DEM), presidente da Comissão de Obras, Turismo e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Bertioga. Deve comparecer o prefeito de Biritiba irim, Jarbas Ezequiel de Aguiar (PV), e talvez o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Também convidado, Válter Suman (PSB), prefeito do Guarujá, ainda não confirmou presença.

Em nome da bancada da oposição na Alesp, composta por PT, PSOL e PC do B, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi convocada, mas, até a manhã desta quinta-feira, ainda não havia confirmação de participação de representantes da empresa.

Também devem comparecer, entre outros, representantes de movimentos populares contra a Termelétrica de Peruíbe, e contra a drenagem de resíduos tóxicos para a cava subaquática de Cubatão no Canal Piaçaguera, em Cubatão.

Os impactos decorrentes da pretendida transposição de águas, com volume diário de até 216 milhões de litros por dia, preocupa ambientalistas, principalmente pela falta de estudos adequados de impacto ambiental apontada pelo Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), segundo Castro. Ainda de acordo com o Movimento, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) está na iminência de liberar a licença de instalação. 

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