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Movimento Cada Lata Conta estreia nesta quarta-feira na Sapucaí

EBC Geral
20/04/2022 às 14:15.
Atualizado em 20/04/2022 às 14:17
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© Divulgação/Recicla Latas (© Divulgação/Recicla Latas)

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A iniciativa internacional de conscientização ambiental Cada Lata Conta, criada no Reino Unido em 2009 e que já se encontra em 19 países, estreia hoje (20) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro. Inédita, a ação é trazida para o Brasil pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio (Abralatas) e ficará no Sambódromo durante todos as apresentações das escolas de samba, inclusive no desfile das campeãs, no próximo dia 30.

O presidente da Abralatas, Cátilo Cândido, disse à Agência Brasil que o objetivo é inspirar, encorajar as pessoas, capacitar um pouco, falando de educação ambiental. Esta é a meta principal do movimento Cada Lata Conta, que defende a reciclagem de 100% das latas consumidas. “As latas são, hoje, o material mais reciclado do mundo”, afirmou o presidente da Abralatas. Levantamento recente da Abralatas revela que o Brasil atingiu o recorde de 33 bilhões de latas recicladas em 2021, com índice de 98,7%. O resultado manteve o país na liderança do ranking de nações que mais reciclam esse tipo de embalagem.

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De acordo com, Cátilo Cândido, a ideia é incentivar os foliões e consumidores presentes na Sapucaí a dar preferência ao uso de embalagens de alumínio. "Primeiro, escolher a latinha como a melhor embalagem, principalmente por ser o produto mais sustentável do mundo. Em segundo lugar, explicar que, depois de consumida [a bebida], é preciso esvaziar a lata, amassar, não tirar o lacre e, depois, separar com outros materiais recicláveis.” Catadores

Cândido ressaltou que a reciclagem é importante não só em casa e no carnaval, na Sapucaí, mas também tem papel fundamental para a economia. “Além disso, a reciclagem não tem classe social e é uma obrigação de todos. Nós aproveitamos um movimento que é mundial, e nada melhor que os desfiles das escolas na Sapucaí, evento que é considerado um dos maiores do mundo, para termos oportunidade de inspirar e explicar um pouco para o consumidor a importância dessas etapas na escolha da embalagem para a bebida.”

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Na Passarela do Samba, a ação conta com a parceria da Associação dos Catadores do Aterro Metropolitano do Jardim Gramacho, cujos integrantes farão todo o trabalho de coleta, triagem e destinação adequada das latinhas coletadas durante os desfiles. “Para nós, os catadores, no Brasil todo, têm  papel importante na roda da economia circular”.

A iniciativa, que tem ainda apoio da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), tem programadas ações educativas, com a distribuição de 3 mil sacolas biodegradáveis para separação correta de descartes. Cátilo Cândido acentuou que a intenção é fazer da iniciativa agora um caso de sucesso “para que possa se repetir e até melhorar nos próximos carnavais”.

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Equipes da Abralatas, no total de 80 pessoas, estão envolvidas na ação de conscientização ambiental ao lado dos catadores, respondendo pela logística, pesagem do material recolhido e produção do evento. Mochilas adaptadas com orifícios para coleta das latinhas de alumínio estarão à disposição dos foliões.Segundo o presidente da Abralatas, a ideia  é fazer um evento com a cara do carnaval, divertido e alegre. As equipes estarão distribuídas ao longo de toda a Passarela do Samba, em todos os desfiles. A estimativa é recolher em torno de 5 toneladas de latinhas de alumínio. Virando renda

Cátilo Cândido reforçou que, na Sapucaí, o intuito é mostrar para o folião que aquela lata de bebida que ele está consumindo ali no momento de lazer já está sendo recolhida e destinada à cooperativa de catadores. “Ou seja, já está virando renda”. E será possível acompanhar o processo no local. “É um movimento com uma roupagem diferente, mais moderna, com a cara do carnaval, como deve ser. A coleta de resíduos não pode ser diferente. Tem que ter a mesma roupagem e o mesmo espírito que toda festa tem”. Essa nova cultura já está sendo adotada em muitos países pelo mundo, destacou.

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Na opinião de Cândido, a vantagem do alumínio é que ele não perde a qualidade com a reciclagem. Depois de coletadas e recicladas, as latas viram matéria-prima novamente e as novas podem ser disponibilizadas em pontos de venda em 60 dias. “Nós não podemos ver a latinha, depois de consumida [a bebida], como lixo. Ali está uma matéria-prima, uma oportunidade de geração de renda, de emprego. Cabe a nós, e a toda a sociedade, comércio, governo, cada vez mais, espalharmos essa notícia e incentivarmos as pessoas a escolher a latinha e manter essa roda circulando na economia”.

Edição: Nádia Franco Fonte: EBC Geral

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