Queda nos quatro primeiros meses de 2026 reflete ampliação do pré-natal, segundo a prefeitura; novo Complexo Materno-Infantil reforçará atendimento

A prefeitura de São Vicente informa que registrou uma redução de 56,8% na mortalidade infantil em menores de um ano nos quatro primeiros meses de 2026. Segundo a administração municipal, o resultado reflete o fortalecimento da rede de atenção materno-infantil promovido pela Secretaria de Saúde (Sesau), com foco na ampliação do pré-natal, no monitoramento de gestantes e no acompanhamento dos bebês na fase inicial da vida.
Na comparação entre os dois períodos (janeiro a abril), a cidade registrou 16 óbitos infantis entre 1.132 nascidos vivos em 2025, enquanto foram 6 óbitos entre 931 nascidos vivos em 2026.
A prefeitura aponta que alcançou esse índice a partir da ampliação das ações de cuidado. Entre as estratégias, está a oferta do Implanon, método contraceptivo de longa duração que auxilia no planejamento reprodutivo e na prevenção de gestações não planejadas.
A secretaria também consolidou a Central Obstétrica de Atendimento Secundário (COAS). O setor cuida do acompanhamento especializado de gestantes de risco, com apoio técnico-assistencial da Universidade Lusíada.
A diretora de atenção primária à Saúde, médica Paola Almeida Bueno de Camargo Canas, explicou o impacto das medidas. “O fortalecimento do pré-natal permitiu identificar precocemente situações de risco e encaminhar as gestantes para acompanhamento adequado. Com isso, conseguimos atuar antes do agravamento de condições que impactam diretamente a mortalidade neonatal”, pontuou.
A prefeitura intensificou as ações para os recém-nascidos, com foco especial no período neonatal, a fase mais vulnerável para os óbitos infantis. As medidas incluem o acolhimento da mãe e do bebê em até 48 horas após a alta hospitalar, o atendimento assegurado na primeira semana de vida e o incentivo ao aleitamento materno nas unidades de saúde.
O município também fortaleceu a integração entre a Maternidade Municipal, a UTI Neonatal, o COAS e a atenção básica, para garantir a continuidade do cuidado.
Hoje, temos uma articulação maior entre os serviços da rede materno-infantil. A alta referenciada da mãe e do recém-nascido possibilita que a unidade de saúde acompanhe essa família logo após a saída da maternidade, reduzindo perdas de seguimento”, destacou Paola.
A puericultura nas unidades básicas ampliou o acompanhamento das crianças menores de um ano. O serviço monitora o crescimento e desenvolvimento infantil, verifica a vacinação e faz busca ativa de crianças faltosas e recém-nascidos vulneráveis. Os agentes comunitários de saúde (ACS) também aumentaram as visitas domiciliares.
O programa Nova Saúde São Vicente entregará a primeira unidade dedicada do município: o Complexo Materno-Infantil. Localizado na avenida Capitão-Mor Aguiar, no bairro Parque Bitaru, o prédio terá cerca de 7,7 mil metros quadrados, divididos em cinco andares.
O espaço contará com mais de 90 leitos, UTI Neonatal, internação pediátrica, salas cirúrgicas, suítes pré e pós-parto, além de atendimento psicológico, brinquedoteca, solarium e jardins.
A expectativa da administração é ampliar em até 40% os atendimentos materno-infantis. A obra é financiada pela Fundação Lusíada, sem custos diretos aos cofres municipais, e funcionará como campo de estágio para os alunos da instituição.
Para a secretária de Saúde, Michelle Santos, o cenário reafirma o esforço da rede municipal. “Fortalecemos o pré-natal, ampliamos o acompanhamento neonatal e integramos os serviços da rede materno-infantil para garantir um cuidado mais próximo e contínuo às famílias [...]”, declarou.