PERDA

Morre Vitor Pinto, aos 85 anos

História de Vitor, que é um dos emancipadores de Bertioga, mescla-se à do tradicional bairro de São Lourenço

Da Redação
Publicado em 22/07/2020, às 15h27 - Atualizado em 24/08/2020, às 00h20

FacebookTwitterWhatsApp
Vitor Pinto em entrevista ao Sistema Costa Norte de Comunicação - Arquivo Pessoal
Vitor Pinto em entrevista ao Sistema Costa Norte de Comunicação - Arquivo Pessoal

Morreu, na noite de terça-feira, 21, Vitor Pinto, aos 85 anos. Vitor foi emancipador de Bertioga e ajudou a criar o tradicional bairro de São Lourenço, no qual se instalou a família Pinto. Sua história mescla-se à do bairro, um local que reúne tradição e religiosidade.

Participe dos nossos grupos ℹ http://bit.ly/COSTAAGORA 🕵‍♂Informe-se, denuncie!

Imagem acervo site

Aos 85 anos, Vitor lutava contra um mieloma múltipla e deixou muitas histórias para contar. De algumas ele participou, outras, ouviu contar; em comum, todas versam sobre o bairro São Lourenço. Bisneto de escravo com português, seu Vitor Pinto nasceu em Bertioga quando o loteamento São Lourenço era uma gleba na qual o avô Manoel José Pinto trabalhou, junto com seu bisavô.

O bairro era formado por pessoas que se consideravam da mesma família; elas queriam o progresso e o bem-estar da comunidade. Vítor, em diversas reportagens do Sistema Costa Norte de Comunicação, contou que seu padrinho Luiz Pereira de Campos montou a primeira escola da localidade. “Era na casa do tio João. Eu aprendi lá, meus irmãos e meus primos também. Todas as professoras que vinham dar aula na escola moravam na casa”, disse em 2015.

Ainda garoto, aos 12 anos, Vítor ajudou a construir a igreja do bairro, com paredes de barro: “Tinha que ter uma igreja. A gente rezava na casa da minha tia, todo mundo da comunidade”. Anos mais tarde, na década de 1980, ele também ajudou a construir a igreja de São Lourenço, padroeiro do bairro, no local onde está atualmente, na avenida São Lourenço. 

Vitor Pinto

Nas redes sociais, Vitor foi lembrado nesta quinta-feira, como sinônimo de paz e amor. "Nosso bairro, nossa cidade, podem ter perdido seu estado físico, mas jamais iremos esquecer o seu legado", escreveu Willian Pinto.

O neto, Felipe Costa Pinto, publicou: "Muito dizem heróis, mas heróis só existem na ficção. Ele não, ele era real. Na sua mais pura ignorância, era um doutor e com autoridade. Muitos letrados ouviam calados sem retrucar. Esse era ele. Chamado por muito de 'Tio Vitu'".

Imagem acervo site

Comentários

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!