LUTO NA MÚSICA

Morre aos 81 anos Jimmy Cliff, lenda do reggae e voz de 'Reggae Night'

Dono de hits como 'Reggae Night' e 'Many Rivers to Cross', Cliff venceu o Grammy em 1985 e 2012; a morte foi anunciada por sua mulher, nas redes sociais


Redação
Publicado em 24/11/2025, às 13h54

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Morre aos 81 anos Jimmy Cliff, lenda do reggae e voz de 'Reggae Night'
Jimmy Cliff deixa legado de décadas na música, aos 81 anos - Jimmy Cliff/Instagram


O cantor e compositor Jimmy Cliff, uma das maiores lendas do reggae, morreu nesta segunda-feira (24), aos 81 anos. O falecimento foi anunciado por sua mulher, Latifa Chambers, por meio das redes sociais.

Segundo o comunicado, o artista sofreu uma convulsão seguida de pneumonia. "Agradeço à família, amigos, colegas artistas e colaboradores que compartilharam esta jornada com ele", escreveu Latifa.

Ela também deixou uma mensagem aos admiradores do cantor e pediu respeito à privacidade da família neste momento difícil:



Para seus fãs ao redor do mundo, por favor saibam que seu apoio era a força dele ao longo de toda a carreira. Ele realmente adorava o amor de cada um de seus fãs”, afirmou.

Pioneirismo e prêmios

Considerado um dos pioneiros do reggae, gênero que surgiu na Jamaica, Jimmy Cliff iniciou sua carreira oficialmente em 1967, com o disco Hard Road to Travel. Ao longo das décadas, lançou dezenas de álbuns e singles.

O reconhecimento internacional rendeu ao artista o prêmio Grammy pelos discos Cliff Hanger (1985) e Rebirth (2012). Seu último trabalho, o álbum Refugees, foi lançado em 2022.

Muitas de suas canções abordam temas sociais ou de protesto. Entre os maiores sucessos estão clássicos como Reggae Night;Rebel in Me;We All Are One;Many Rivers to Cross;Vietnam e I Can See Clearly Now (de Johnny Nash).



Relação com o Brasil

Jimmy Cliff mantinha relação especial com o Brasil. Em 1968, ele participou do Festival Internacional da Canção, no Rio de Janeiro, o que iniciou sua popularidade no país.

O cantor retornou diversas vezes para apresentações, incluindo turnês em 1984, 1990, 1993 e 1998. Sua conexão com a cultura brasileira foi tão forte, que ele chegou a morar nas cidades do Rio de Janeiro e de Salvador durante alguns anos.

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